Verstappen e os detalhes

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Quando Lewis Hamilton e Nico Rosberg bateram na saída da curva 3, parecia impossível que o GP da Espanha tivesse uma história mais forte. Mas Max Verstappen nos deu mais uma daquelas improváveis histórias que o esporte produz. Imagine se o moleque de 18 anos ganha sua primeira corrida num carro bom? Sim, isso aconteceu.

São vários os méritos do holandês, que teve de se acostumar rapidamente com diversos procedimentos diferentes em relação a seu antigo carro. Do volante ao próprio jeito de largar, especialmente por se tratar de um motor distinto, foram várias as novidades deste final de semana para o piloto, que já provara ano passado que tem grande capacidade de adaptação.

Em termos de pilotagem, como o carro é melhor, a tendência é que as diferenças entre companheiros seja menor. E, no caso da Red Bull, que Daniel Ricciardo tivesse certa vantagem.

Foi assim por todo o final de semana, até que dois erros colocaram Max em uma posição privilegiada. Primeiro, dos pilotos da Mercedes – mais de Hamilton do que de Rosberg, ainda que a diferença de 17km/h na reta tenha dificultado muito a reação do inglês – e segundo da própria Red Bull, que deu a estratégia obviamente pior para o piloto que estava na frente, provocada pela jogada da Ferrari com Sebastian Vettel.

Por mais que Christian Horner tenha insistido após a prova que a equipe não sabia qual a melhor tática, não é novidade que posição de pista é prioritária no Circuito de Catalunha, famoso pela dificuldade em se ultrapassar. Assim, a partir do momento em que Vettel e Ricciardo deixaram o caminho limpo, o trabalho de Verstappen foi aproveitar o ar limpo e cuidar ao máximo de seus pneus para segurar Raikkonen. O holandês manteve-se calmo, como já havia ocorrido por todo o final de semana, e fez história mais uma vez.

No mais, foi outra oportunidade em que este campeonato mostrou que não há nada de tão errado assim na Fórmula 1 – incríveis 1s2 separaram o terceiro e o 16º colocados na classificação e, no caso da Mercedes, também existe uma disputa acirrada.

Falando em Mercedes, foi interessante entender a dinâmica da batida, uma oportunidade de ver o nível de detalhamento da categoria. O motor tem dois modos principais para serem usados na corrida: o modo de corrida e o modo de largada. Rosberg esqueceu de apertar o botão para usar o modo de corrida e, por isso, não tinha tanta energia disponível na saída da curva 3. Como seu motor estava carregando as baterias, a luz vermelha na traseira acendeu, algo que foi percebido inclusive por Ricciardo, que vinha em terceiro. Foi então que Hamilton tentou se aproveitar e Rosberg, ao mesmo tempo em que fechava a porta, apertou o botão para voltar ao modo de corrida.

Estamos falando em uma questão de segundos entre todos perceberem o que estava acontecendo e decidirem qual a melhor reação. Em uma decisão mais demorada, a FIA optou por não punir ninguém, algo sensato dado que, embora Hamilton já estivesse com o bico do lado de Rosberg quando o alemão fechou a porta, a diferença de 17km/h era significativamente suficiente para dificultar qualquer julgamento.

No final das contas, mais um detalhe que mostra que a F-1 não é brincadeira de criança. De adolescente, talvez.

23 comentários sobre “Verstappen e os detalhes

    1. Tem muito a ver com o circuito. Em Barcelona um carro com aerodinâmica boa tem muita vantagem, o que explica o rendimento das Red Bull. Isso se vê principalmente no terceiro setor. Assim, o Raikkonen não conseguia sair da última curva colado, porque perdia justamente ali. E seguindo de perto por tanto tempo desgasta muito o pneu.

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  1. Parabéns a Helmut Marko, que, do alto de sua experiência como ex-piloto dos monstruosos Porsches 917 e vencedor das 24 Horas de Le Mans, sabe identificar – melhor que muitíssimos que se julgam experts – quem sabe acelerar e subjugar uma máquina potente com maestria e excepcional talento, além de ter excelente percepção para avaliar a maturidade daqueles que pega para lapidar e levar ao estrelato, (vide SEBVET TAMBÉM, que detonou recordes de precocidade).

    Nesses “muitíssimos” céticos que citei aí em cima, incluo o pessoal da FIA que tratou logo de impor limites de idade para a ascensão de jovens à F 1 por causa da chegada de MAX e jornalistas especializados que não se conformam com a sua pouca idade, desmerecem as suas qualidades ou duvidam do holandês por motivos irrelevantes. Isso é triste porque é gente (refiro-me à turma da FIA e alguns jornalistas, mas não a você, JULIANNE) que está presente nas pistas, podendo observar de perto a arte de cada piloto e assim dimensionar a sua grandeza, portanto deveriam saber fazê-lo. Verstappen reclama muito no rádio? E Vettel? SebVet agora mesmo reclamou de Ricciardo; na corrida passada reclamou de Kvyat, reclamava de Webber também. . . E Alonso, não reclama? E Hamilton, também não reclama? Todos reclamam! Ora de um adversário, ora da própria equipe!

    Não sei como Verstappen se comporta com a imprensa, se é afável ou não, mas já vi muitas estrelas da F 1 serem bastante ríspidas e dadas a estrelismos. Nada diferente, incomum, portanto, com o holandês. MAX VERSTAPPEN excede o enunciado de Nelson Piquet: MATA DOIS LEÕES POR DIA, UM PRA CONSUMO PRÓPRIO E OUTRO PARA DAR DE BRINDE AOS CÉTICOS QUE CONTINUAM EM SUA FAINA DE DESMERECÊ-LO. . .

    Os VERDADEIROS aficionados por Automobilismo, e por F 1 em particular, se dão conta de que foram testemunhas de uma façanha ÉPICA hoje em Barcelona. Foram testemunhas de uma das mais brilhantes páginas da História desse esporte, que em sua verdadeira essência deve gerar SEMPRE puras emoções e maciças doses de adrenalina. A vitória de MAX ELEVA ATÉ EM DEMASIA TODOS os padrões da F 1.

    NEM vejo em MAX VERSTAPPEN como principal característica de sua tocada a EXTREMA VELOCIDADE PURA (o excepcional Alonso também não a tem como a sua MAIS forte qualidade), talvez RICCIARDO e SAINZ JR. sejam mais rápidos, MAS vejo sim, em MAX, um talento realmente fora-de-série, muita garra, arrojo, precisão, calma, ímpeto, crença inabalável no Impossível, MATURIDADE, consistência, incrível capacidade de adaptação a carros e circuitos, excepcionais visão e leitura de corrida, além de surpreendente suavidade de estilo na pilotagem em si e no trato com o carro, para quem guia tão forte. Muitas dessas características são traços comuns com JIM CLARK. MAX, em sua curta carreira na F 1, COM TÃO POUCA EXPERIÊNCIA, já fez ultrapassagens sensacionais em locais dificílimos. VERSTAPPEN já está na galeria dos IMPRESCINDÍVEIS, daqueles que “temperam” as corridas.

    MAX VERSTAPPEN agora só precisa de uns cavalinhos a mais na PU Renault de seu carro, para que possa exercer seu imenso talento dentro de um contexto mais JUSTO, e assim nos proporcionar mais emoções (cavalinhos esses que estão prometidos para breve, embora não em quantidade suficiente para enfrentar de igual para igual a poderosa manada que existe em cada motor do Haras Mercedes).

    Kimi ainda tem lampejos do velho, velocíssimo e perigoso (no bom sentido) Kimi, e, incansável, implacável na perseguição, VALORIZOU muitíssimo a façanha épica de Max, que vimos em Barcelona. Ao contrário de muitíssimos que condenaram a performance pouco agressiva no combate a Verstappen, a minha percepção é de que – além de Max estar pilotando de forma perfeita – a Red Bull tinha mais tração nas curvas, impedindo Raikkonen de se aproximar o suficiente para tentar uma ultrapassagem, sob risco de se envolver em prejuízos que poderiam ter-lhe custado um precioso segundo lugar, o qual não apenas trouxe muitos pontos à equipe como também serviu para aumentar a dianteira que tem sobre Vettel no campeonato. Kimi foi realista.

    E foi muito bacana o cumprimento longo e efusivo dele, o velho KIMI, ao jovem MAX VERSTAPPEN: um belo gesto de grandeza, idem o de ALONSO, AMBOS reconhecendo simbolicamente que Max já é um deles, já é um dos grandes.

    Barcelona, DE LONGE, foi a melhor corrida do ano! Foi uma FESTA! Gostei também do resultado do sempre combativo SÉRGIO PEREZ e de KVYAT. RICCIARDO, VETTEL e CARLOS SAINZ JR.. nos brindaram também com demonstrações de pura arte em alguns momentos. E MARCUS ERICSSON, hein? Na frente de Felipe Nasr. . . por três posições! Nasr desta vez alegou estratégia errada da equipe. . .

    Quanto a Hamilton x Rosberg, dá pra perceber como as coisas acontecem com a velocidade de um raio na F 1! Vai haver muitas controvérsias e intermináveis discussões sobre o “affair”. À primeira vista, muitos dizem que foi afobação de Hamilton. Outros, que Rosberg espremeu Lewis. Mas talvez as coisas não sejam assim tão fáceis de explicar. Lauda – como piloto – apontou Hamilton como culpado. TOTO WOLFF acha complicado explicar. De uma coisa eu tenho certeza: ROSBERG ultimamente vem exibindo um AGUERRIMENTO que não fazia parte de seu estilo (embora já tenha praticado “espalhadas” célebres, em cima de Schumacher, em SPA, de Alonso e do próprio Hamilton – com estes dois, no BAHREIN em 2013, mandando-os lá pra dentro das fronteiras da Arábia Saudita). Por outro lado, HAMILTON não é piloto de tirar o pé PRA NINGUÉM e VAI PARA TODOS OS GAPS. Como dois bicudos não tiram o pé do acelerador (ou nem dá tempo pra isso), acabam inexoravelmente se beijando! Numa situação dessas, sábia foi a decisão dos comissários. . . incidente de corrida! A explicação oficial da Mercedes (mais o seu excelente texto, JULIANNE) e a análise do ocorrido num vídeo da SKY que infelizmente já foi retirado do Youtube são bastante ELUCIDATIVAS para quem quiser chegar às suas PRÓPRIAS conclusões. Como não gosto de entediantes pilotos cerebrais, e também como apreciador incondicional da pilotagem de LEWIS, eu não gostaria de ver HAMILTON abdicando de uma de suas principais caracteristicas: o ÍMPETO. No mais, “em briga de jacu, inhambu não pia”. . .

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  2. Já estava esperando este post, ótimo como sempre.
    Sensacional o Verstappen, tocada precisa, rápida e sem erros. Parecia um veterano indo seguro para a vitória. Que se preparem Hamilton, Vettel, Alonso, Ricardão e qualquer outro com capacidade para ser campeão. O garoto chegou e vai consquistar seu espaço. Bom para “nois”.
    Sobre o acidente, fico com a opnião da FIA. Coisa de corrida. E quem dera se eles se enroscassem mais vezes.
    E que venha Monaco e as RedBulls possam botar pressão nas Mercedes. Será que Max ganha no principado. Ai, Aucam, a imprensa do contra vai ter que cometer “arakiri” coletivo.

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  3. O que deu de errado (para as outras) para que tudo desse certo para a eficientíssima Red Bull e com isto brilhasse a estrela do jovem-talento Verstappen?

    1º – A estupidez dos titulares da Mercedes. Hamilton por ter sido otimista demais pondo o carro por dentro naquele trecho (apesar dele ter visto se abrir “uma janela” na inexplicável lentidão do Rosberg) e o fechar—de-porta tardia do Nico… Aí deu naquela @#$@*%da que o mundo inteiro vil. E na minha opinião a culpa-maior éh do Rosberg.
    2º – A estratégia da Red Bull para o Ricciardão, “abril a porta” para que na estratégia (Max= 2 paradas; Sorrizão= 3 paradas e com um trecho virando muito-mal) o Verstappinho ganhasse a posição do Daniel e em conseqüência a liderança da prova.
    3º – e a Scuderia “liquidou” com a possibilidade de vitória do Vettel quando inexplicavelmente antecipou a terceira parada e, tendo como única alternativa de vitória o Raikkonen. O que eu vi foi o Kimi “comboiando” o carro #33 até a linha de chegada.

    No mais pra mim o GP foi o “mais do mesmo”! Agora toca-o-enterro para o GP de Mônaco e ver se esta briguinha-doméstica na Mercedes não vire um grande-incêndio.

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    1. Na verdade, a estratégia do Ricciardo deu errado exatamente por ele ter ficado preso atrás do Vettel.

      O que não deu para entender – e até agora não houve explicações – foi exatamente esse ponto: a terceira e última parada de Vettel ocorreu, inexplicavelmente, muito cedo. Aí praticamente o alemão se igualou às estratégias de Verstappen e Räikkönen, mas com uma parada a mais. Se tivesse seguido o cronograma (o mesmo de Ricciardo), ele teria postergado a última parada e os dois teriam pneus mais conservados para atacar o holandês e o finlandês, com grandes chances de ultrapassagem.

      Acredito que parar mais vezes em Barcelona é a estratégia correta, como fizeram Alonso para vencer em 2013 e Hamilton em 2015 para se livrar de Vettel. Mas não deu certo exatamente por o alemão se segurar muito bem à frente de Ricciardo.

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      1. Eles pararam o Vettel cedo para tentar um undercut em Ricciardo – na verdade, conseguiram.
        A melhor estratégia em Barcelona é sempre tirar o carro do tráfego. A estratégia de parar mais vezes era a mais rápida, mas contando que você não tenha de passar ninguém na pista.

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      2. Mas ainda assim, Ju, foi muito cedo. Vettel passou a ter pneus médios só 4 voltas mais novos do que os de Kimi Räikkönen. Não fez sentido tentar esse undercut tendo ainda várias voltas para o fim.

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      3. Também acho que a parada precoce não tenha sido pro undercut, Billy. Concluo isso do fato de os mecânicos terem saído da garagem muito antes da parada efetiva, só para depois retornarem para dentro do box.

        O undercut é sempre tentado de maneira inesperada, e aquilo ficou mais parecendo uma ameaça deliberada, o que, inclusive levou a transmissão da Globo a acreditar que se tratava de um blefe. Mas foi aí que me lembrei: os pit stops “fakes” estão proibidos por regulamento!

        Então vai que alguém no box da Ferrari tenha esquecido este “detalhe”, e tentado realmente um blefe para chamar o 3 da RBR mais cedo, mas depois, para evitar punição, acabou tendo que chamar o Vettel de fato… Não é nisso que eu acredito, MAS…

        Uma causa alternativa – possível problema com os pneus, como apontado pelo Burti – não foi confirmada nem por piloto nem por equipe.

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      4. Eles estavam tentando provocar a parada antecipada de Ricciardo sim. Foi confirmado pela equipe que a decisão de parar foi apenas tática, não havia problema com aquele pneu.

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  4. Tai uma corrida que me arrependi de não ter acordado cedo pra assistir. Mas só foi o que foi por causa do que aconteceu com as Mercedes na primeira volta, coisa impossível de prever. E o Hamilton trollou a seqüência de vitórias do Nico, mas sem ter nenhuma culpa. Se ele não vai pro espaço vazio a direita acertava a traseira do outro, que errou e perdeu velocidade, e nem sabe a hora de “fechar a porta” como já se viu em outras corridas, inclusive com o próprio Hamilton em 2012, que naquela vez conseguiu passar por fora da pista, mas agora derrapou e levou Nico pra brita junto com sua possível 8º vitória seguida.😀
    2 coisas:
    Eu sinto saudades da sinceridade de Nelson Piquet, o cara que disse em 1994 que “Damon Hill não é piloto”, pouco antes de completar com “ele vai ser segundo no campeonato”. Sim, Piquet sabia que com o carro que tinha o Damon-Hill-que-não-era-piloto seria vice campeão, feito que repetiu no ano seguinte até ser campeão em 1996. Exatos 20 anos depois, um piloto provavelmente repetirá a exata saga, de 2 vices em seqüência seguidos de um titulo. Sobre este piloto atual…como disse, sinto saudades do Nelsão.🙂
    E pra concluir, será que vimos ontem a primeira vitória de um futuro multicampeão?

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  5. Foi uma boa corrida, mas sabemos que com as Mercedes em pista, não tem pra ninguém…Ju, fiquei com a mesma sensação que vc, pelo fato da RBR escolher a melhor estratégia para o guri…seria jogo de marketing? Bem, um jogo de marketing que teve um bom ator! Sobre as particularidades de Montmelo, basta lembrarmos da vitória única de Maldonado, mas torço pelo contrário, que Max seja um dos grandes no futuro. Se foi uma escolha ou não, Ricciardo merecia melhor sorte, pois pilotou mais que Max durante todo fim de semana, inclusive tentando ultrapassar kamicazmente Vettel, kkkk, dado a dificuldade de se ultrapassar nessa pista espanhola, algo que Kimi em nenhum momento esboçou sobre o holandês. Max poderá escrever muitas páginas bonitas no esporte, mas devagar com o andor, pois para ser gênio desse esporte, se requieren carrera tras carrera. Mas foi bom ver o moleque deixar a Ferrari chupando dedo, kkkkk.

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  6. A imprensa já localizou a razão que levou o Nico perder velocidade e ocasionar o acidente com o Hamilton. Segundo a reportagem do motorsport.com havia instruções a direita do volante de Rosberg que oferecia passo-a-passo os procedimentos que deveriam ter sidos seguidos durante a volta de apresentação. Na instrução, o ultimo procedimento era selecionar o “STRAT 3”. O problema éh que segundo a matéria, o Rosberguinho selecionou o “STRAT 12”, mas que para a largada não era de toda ruim como ficou provado. Não era ruim porque nesta posição “12” era o modo de conservação de combustível e energia que permite a implantação máxima de energia para o início de uma corrida. Com isto o carro #6 conseguiu pegar o vácuo do Hamilton usando a energia que já havia sido armazenada na volta de apresentação. Mas só que o efeito-colateral disto, conforme a matéria, era um déficit de pelo menos 160cv dos sistemas híbridos e ele estava com este déficit quando entrava na curva 03. Foi por isto que, ao observar a luz de chuva do carro de Rosberg piscar na entrada da curva, Hamilton viu uma “janela se abrir” e como piloto arrojado que éh se jogou-dentro…

    Acho que o Rosberg usou de esperteza ao “esquecer” a chave na posição 12 para justamente sair como um míssil e ganhar a posição do Hamilton e, em conseqüência ganhar o seu 08º GP. Mas só que o destino (?) reservou a posição mais alta do Olimpo para o talentoso & jovem Verstappen.

    Fonte: http://br.motorsport.com/f1/news/o-erro-de-rosberg-que-gerou-a-batida-das-mercedes-na-espanha-737400/

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  7. Tem uma coisa. A diferença de velocidade entre as Merças eram tamanha que, se Lewis fosse por fora, ficaria a sensação que Nico o deixou passar. Ainda mais que depois descobriram que Nico errou na configuração. Ia ficar a sensação de marmelada.Mas tudo bem. Agora já ficou bem claro que nenhum dos dois vai aliviar, o que não deixa de ser legal.
    A Ferrari ficou tão atordoada de ver as Red Bull’s andando na frente que resolveu copiar a estratégia deles Kimi copiou Max e Vettel copiou Ricciardo.
    Daqui 15 dias teremos 2 pilotos mordidos e a melhor pista para acontecer confusões.

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  8. Sobre as estrategias eu vi a ferrari fazer a estrategia pra vettel vencer, quando antecipou a ultima vettel ficou a frente de ricardo…naquele momento a ferrari contava cim as paradas de max e kimi….dando a vettel a condição de pista na frente….mas a red bull deu o pulo do gato com vestappem e a ferrari pra naum perder a 2 colocação com kimi seguiu o barco e manteve kimi na mesma ….c

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  9. Rosberg tinha de ser punido. Errou e jogou o carro pra cima. Terceira vez que passam a mão na cabeça do alemão. Quem era o comissário nessa corrida? Em Mônaco dois anos atrás era um amigo de papai, nessa era também? Ridículo.

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  10. Vivemos num mundo bem estranho do que aquele dos anos 2000. Qualquer fedelho hoje pode criar um app e vender o pequeno software por milhoes e milhoes de moedas. O que ninguem leva em consideracao he que esse gordinho adolescente passou muitas horas (poe muitas nisso) trabalhando e desenvolvendo um aplicativo, um software, uma tecnologia nova que seja.

    Eles aprendem muito mais rapido. Nao sei se serao pessoas melhores, mais ou menos anciosas, mais ou menos generosas, mais ou menos felizes.

    Mas o mundo mudou e ponto.

    Quando o monstro Alonso foi perguntado porque nao cedia a pressao nas pistas, ele lembrou o reporter que corria ha mais de 20 anos (tinha 23 na epoca).

    Nao sei o que sera do Max no futuro, mas olho com bastante interesse toda essa molecada que produz tanto com pouquissima idade. Claro que sempre havera os vagabundos que nao fazem nada, vao surfar e fumar maconha na praia com mesada do papi, mas he impressionante observar o tanto que eles absorvem rapido todas as informacoes.

    Ricciardo deve estar muito putcho por ter um teenager ao lado dele que vai ser durante um bom tempo centro das atencoes. E pior que o menino nao ”gosta” de errar.

    Em tempo: Carlos Sainz sera um novo Button? E o Vettel agora parece tonto tendo piti?

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  11. Foi um corridaço, Mas foi um corridaço pela bagunça mercedica da 1a volta. O que parece é que com o erro da Ferrari na estratégia do Vettel e com a copia da Red Bull na do Australiano, Kvyat também levava essa.
    Então me parece sensato esperar uma corrida normal com estratégias idênticas pra jogar confete no menino Holandês, que não vinha tão melhor assim que o Sains até ser promovido. Pra quem ainda estava no time B, chorava e reclamava muito, vamos ver se o estrelismo não sobe a cabeça do garoto e ele não passe a exigir faster than you e almofadas com de seda e talquinho no macacão. Posso estar errado e espero estar, mas ele e o pai Joe, que nunca foi um grande piloto, gostam de olhar o mundo de cima pra baixo e chutar o pau da barraca. Funcionou com um piloto Espanhol, pode ser que funcione com um Holandês. Ainda que o Briatore não mande mais nada e nem tenha um grande banco por traz bancada a fanfarrice.

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  12. Esse muleque é muito bom, que piloto!

    Gosto de gente assim, que já chega metendo o pé na porta falando cheguei, odeio piloto conservador o famoso “cozinha galo” .

    Piloto bom já chega se impondo, e esse moleque Max é um deles, já escreveu seu nome na história, e tenho certeza que muitos outros recordes virão.

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  13. “De adolescente talvez”
    ótimo post como sempre Julianne! Pelo o que reparei, a RedBull e a Ferrari fizeram o seguinte:
    Kimi marcou a tática de Verstapen e Vettel a de Riciardo, coma RedBull errando na tática de Ricciardo induziu a Ferrari ao erro na tática com Vettel e como o garoto é abusado abriu espaço para a vitória dele.
    É Aucam, os detratores de Verstappen vão arrumar desculpa aonde agora? O garoto é bom, mostrou a que veio e a gana de campeão mundial!
    Abraços pros meninos e bjs pras meninas!

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  14. ALEXANDRE, MP4-23 e NATO: Pois é, sempre haverá os céticos. Até hoje muitos não chamam de “pilotinho”, “piloto meia-boca” para alguém que já ganhou 4 títulos mundiais de F 1 e venceu em Monza debaixo de um dilúvio com um carro que estava muito longe de ser o melhor do grid? Mas isso não ocorre apenas com Vettel, ocorre também com Lewis e Alonso, e decorre de uma coisa que muitos creem que só ocorre no Futebol, mas ocorre e muito no Automobilismo: AS PAIXÕES, a torcida, que quase sempre NUBLAM a RAZÃO. Mas ninguém consegue tapar o Sol com a peneira, muito menos impedí-lo de nascer todo dia. Muitas vezes o ceticismo nasce da falta de informação, ou da falta de acurácia na observação, da falta de acompanhamento de um acontecimento desde as suas raízes. Também pode ser decorrente do desconhecimento ou da pouca vivência sobre aquilo que se julga.

    Qualquer pessoa, ou melhor, aficionado MESMO por Automobilismo, que tenha acompanhado ou venha acompanhando MAX VERSTAPPEN DESDE O KART, passando brevemente pela F 3 – e tenha boa capacidade de percepção sobre aspectos diferenciais – reconhece no holandês características de quem chegou para ser GRANDE. Por exemplo: onde já se viu um garoto de 16 anos receber uma proposta da RED BULL para ingresso imediato na F 1 (o que ocorreu obviamente na Toro Rosso) e ainda por cima outra da Mercedes, que não queria perdê-lo? Qual menino de 16 anos pode ir para casa para escolher calmamente entre esses dois convites? Ainda mais considerando-se a situação atual da F 1, em que muitos – até com talento, como o também holandês Robin Frijns – SE PERDEM – SÃO DESPERDIÇADOS – por causa de uma Fórmula 1 sempre ávida e implacável por patrocínios. MAX adentrou a F 1 sem ter um caminhão de dinheiro a garantí-lo. MAX simplesmente ainda está fazendo seu APRENDIZADO AUTOMOBILÍSTICO, e fazendo-o no topo, na Fórmula 1! Quantos pilotos, com tão pouca experiência na F 1 (diria até em Automobilismo) conseguiria realizar uma ultrapassagem POR FORA na Blanchimont a 300 km p/hora? Quantos pilotos conseguiriam ultrapassar com precisão cirúrgica o combativo e experiente SÉRGIO PÉREZ no final da Curva 1/descida do S do Senna? Mais detalhes: MAX sempre teve excelentes parâmetros de comparação: ESTEBAN OCON, CARLOS SAINZ JR. (a quem reputo até mais rápido que o próprio Verstappen), RICCIARDO (que dispensa maiores apreciações, além de muito experiente e íntimo com o carro que para Max era absoluta novidade). E por aí vai, para não encompridar muito, (eu, que já sou prolixo por natureza).

    Também abomino a culinária de galos em banho-maria. Já pensaram uma corrida com 22 “Chefs de Cuisine”, hahahaha, cada qual preparando com esmero e pacientemente seu galináceo? Dourando-o, marinando-o? A ordem de chegada seria a mesma de largada, a menos que houvesse “hecatombes” individuais. . .

    Abraços a todos.

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