F1 GP do Canadá horários e tudo sobre- Julianne Cerasoli Skip to content

Guia do GP do Canadá

O GP do Canadá é daquelas corridas em que, mesmo se nada estiver acontecendo, é melhor não desgrudar os olhos da TV. Tudo pode mudar em um instante.

Muros próximos e velocidades relativamente altas, somadas a áreas de escape que punem erros e um traçado que oferece chances de ultrapassagem são um combo e tanto para uma corrida de Fórmula 1. Para completar, o tempo em Montreal, palco do GP do Canadá, muitas vezes prega suas peças.

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Qual é o melhor acerto para a pista de Montreal

Carro mais macio para os pilotos poderem atacar mais as zebras, e para que eles não sofram tanto caso haja (ou melhor, quando houve) algum toque leve no muro. Neste sentido, parece com Mônaco, mas a configuração é de muito menos pressão aerodinâmica. Caso contrário, os pilotos viram uma presa fácil na longa reta. Neste sentido, a pista é mais parecida com Baku.

Outro ponto importante na configuração do carro para o GP do Canadá são os freios. São quatro zonas mais críticas (as curvas 6, 8, 10 e 13) e os freios são acionados outras três vezes. No final das contas, passa-se quase um quarto do tempo de volta freando.

Então, o desafio é manter os discos de freio bem refrigerados para diminuir seu desgaste. Além disso, podem acontecer problemas no brake-by-wire e na recuperação de energia.

Ultrapassagens no GP do Canadá

São vários os pontos de ultrapassagem no Circuito Gilles Villeneuve, uns mais convencionais do que outros. O mais comum é ver manobras na grande reta que antecede a reta principal. Caso o carro não tenha tanta velocidade final, o melhor é tentar mergulhar, por dentro ou por fora, no hairpin.

Outra tática é usar o retão para se aproximar, fazer a última chicane bem próximo, e tentar uma manobra na primeira curva. Mas não é incomum ver gente escapando da pista ou rodando ao tentar dividir as primeiras curvas do circuito.

Também é possível tentar uma saída melhor desta primeira parte e buscar decidir na freada da primeira chicane. Mas não há muito espaço e os muros estão próximos.

Qual é a melhor estratégia no GP do Canadá

O GP do Canadá é daqueles que abrem a possibilidade de os estrategistas arriscarem mais, por uma série de motivos. Primeiro, é uma pista em que é possível ultrapassar. Segundo, a perda de tempo no pitstop é uma das menores da temporada. Terceiro, é uma corrida que costuma ser neutralizada pelo Safety Car. Isso sem falar na chuva, que tantas vezes deu as caras no final da primavera de Montreal.

Mas, mesmo sem SC, tende a ser uma corrida com mais paradas no box porque dá para ultrapassar e porque a perda de tempo nos boxes é a menor da temporada.

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A quase certeza de que a prova terá pelo menos um Safety Car não influencia apenas a estratégia do ponto de vista das trocas de pneus. Em Montreal, dá para fazer a corrida até com tranquilidade com 105kg de combustível, mas é normal que as equipes arrisquem largar com menos. Isso porque eles calculam que ganham mais tempo estando leves ao longo da corrida. Mas é claro que, se não houver SC, os pilotos têm de economizar durante a corrida.

Como foi o GP do Canadá em 2025

O pódio duplo da Mercedes, com a vitória de George Russell e o terceiro lugar de Kimi Antonelli, foi resultado das características específicas do circuito de Montreal que favoreceram o carro de Brackley. A pista, composta majoritariamente por curvas de baixa velocidade e uma superfície muito lisa, eliminou as maiores fraquezas da Mercedes — curvas de alta e o superaquecimento dos pneus — permitindo que o equilíbrio e a tração do carro brilhassem.

Enquanto Russell controlou a prova após largar na pole, Antonelli garantiu seu primeiro pódio ao superar Oscar Piastri logo na largada e pressionar Max Verstappen, que sofreu com o desgaste acentuado de seus pneus. A McLaren, por outro lado, ficou fora do pódio pela primeira vez na temporada por falta de ritmo puro; Piastri terminou em quarto, enquanto Lando Norris, após uma classificação ruim e uma tentativa frustrada de ultrapassar o companheiro que resultou em um toque, abandonou

A corrida também teve atuações estratégicas de destaque: Nico Hulkenberg, Esteban Ocon e Carlos Sainz fizeram a tática de uma única parada funcionar para terminar na zona de pontos. Já Gabriel Bortoleto tentou a mesma estratégia, mas foi prejudicado por uma fase intensa de graining em seus pneus duros, o que o fez perder tempo precioso em relação aos rivais diretos, terminando fora do top 10.

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