O GP da Itália é um dos clássicos da temporada, trazendo alguns ingredientes intimamente ligados à tradição da Fórmula 1. Alta velocidade, invasão de pista e, nos últimos anos, resultados totalmente imprevisíveis.
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Os carros enfrentam esse desafio único de uma pista com poucas curvas e muitas retas com configurações diferentes da maioria das pistas. E isso pode trazer surpresas. As diferenças de tempo entre os pilotos geralmente são mínimas, e a classificação é um atrativo à parte.
Com as novas unidades de potência, Monza se torna também um dos maiores desafios para os motores “famintos”.

Qual é o melhor acerto para a pista de Monza
Quando as equipes fazem suas menores asas traseiras, ou seja, aquelas que vão oferecer menos resistência ao ar, é para andar rápido em Monza. Como os pilotos passam muito tempo de pé embaixo e nas retas, a velocidade pura é o que mais conta. Com essa configuração, inclusive, o vácuo fica mais poderoso, então é comum companheiros de equipe tentarem se ajudar na classificação.
Afinal, a porcentagem de tempo em que os pilotos estão de pé embaixo supera os 70%, o que faz com que a recuperação de energia também seja um ponto importante, assim como a configuração de como a energia elétrica será usada na volta.
É bem verdade, no entanto, que a necessidade de evitar que os pneus escorreguem nas curvas fez com que estas asas crescessem um pouco em comparação com coisa de 10, 15 anos atrás. Com os carros menos estáveis de 2022, essa dificuldade aumentou ainda mais. Com a aerodinâmica móvel, essa necessidade de ter uma asa muito pequena muda bastante e tem tudo para modificar a cara dos carros no GP da Itália.
A questão dos pneus é interessante porque eles sofrem uma grande força longitudinal nas freadas, ganham muita temperatura, e depois perdem calor nas retas. Então não é um equilíbrio fácil de encontrar.
A tração vai ser muito importante, assim como as suspensões, que têm de lidar com zebras altas. Inclusive, com os carros atuais, os pilotos não podem atacar tanto a zebra quanto de costume.
Outro ponto importante é que, a fim de usar um motor com baixa quilometragem e, por conseguinte, mais potente, várias equipes escolhem Monza para trocar suas unidades de potência.
Ultrapassagens no GP da Itália
Com todos os carros usando pouca asa, geralmente era difícil conseguir ultrapassar um rival se seu carro gerar menos arrasto naturalmente. É por isso que nos acostumamos a ver nos últimos anos carros que conseguiam ficar muito perto dos rivais, mas não colocavam de lado.
Com os carros de efeito-solo. Tanto, que a corrida de 2022 teve 58 ultrapassagens contra 23 em 2021. Ou seja, Monza foi uma das provas que ficaram acima da média de manobras da temporada.
Em 2024, com a diferença entre estratégias de uma e duas paradas, foram 39 manobras. Em 2025, quando os carros já geravam mais turbulência, foram 20.
A magic Monza moment from the archives 👀
— Formula 1 (@F1) September 1, 2020
It's a rookie driver called @LewisHamilton with a daring lunge past The Iceman 👏#ItalianGP 🇮🇹 #F1 pic.twitter.com/OLnSxWXvUj
As duas primeiras chicanes são os grandes pontos de ultrapassagem na pista, sempre complicados pelas zebras altas colocadas justamente para que o piloto não tenha vantagem ao cortar a chicane pelo meio.
Another hugely dramatic moment in the Verstappen/Hamilton title battle 💥😮#ItalianGP 🇮🇹 #F1 pic.twitter.com/P4J4bN6wX2
— Formula 1 (@F1) September 12, 2021
Qual é a melhor estratégia para o GP da Itália
Nos últimos anos, o GP da Itália tem sido uma corrida de uma parada só. A resistência em se parar mais de uma vez não se dá pelas características da pista em si, mas pela grande perda de tempo para o pit stop. São 25s, uma das maiores do campeonato.
No entanto, com o novo asfalto, em 2024, vários pilotos tiveram que parar duas vezes (na tática de médio-duro-duro). No segundo ano do asfalto, voltamos à tática tranquila de uma parada, com direito a um stint de 46 voltas no médio com Norris.
Na única tentativa de superar um rival usando a estratégia, o overcut pode funcionar melhor que o undercut, pela dificuldade em aquecer o pneu duro – o que Norris estava tentando, sem sucesso. Mas tudo, é claro, depende de quanto o piloto conseguir economizar de seu primeiro jogo e de quanto o segundo jogo do rival se desgastar.

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Outra dúvida é com qual pneu largar. Por um lado, começar com os macios é melhor para a largada, e geralmente é o pneu escolhido por quem está na primeira fila, já que é muito fácil pegar o vácuo antes da primeira freada. Mas esse pneu vai se desgastar mais rapidamente. O ideal seria largar com os médios, mas isso só compensa para quem está mais atrás no grid, permitindo corridas de recuperação.
Como foi o GP da Itália em 2025
Quando Max Verstappen voltou a vencer no ano, com autoridade, parecia que era mais por causa da pista do que por qualquer melhora efetiva da Red Bull, mas na verdade era um sinal. A Red Bull tinha conseguido equilibrar melhor o carro com as atualizações que trouxe para Monza e ele fez ma manobra decisiva por fora na largada para tirar a liderança de Lando Norris.
A McLaren, apesar de ter um ritmo sólido, viu suas chances de vitória diminuírem devido ao graining nos pneus e a uma estratégia focada em esperar por um Safety Car que não veio; o momento crucial ocorreu quando uma parada lenta de Norris permitiu que Oscar Piastri voltasse à sua frente, forçando a equipe a pedir que o australiano cedesse a posição para o rival direto no campeonato.
Charles Leclerc terminou em quarto, sem ritmo para acompanhar os líderes, enquanto Kimi Antonelli teve uma atuação errática com saídas de pista e punições, terminando em nono. Entre os brasileiros, Gabriel Bortoleto lutou pelo top 10 em uma disputa estratégica contra Alex Albon, mas acabou perdendo posições devido a uma parada lenta da Sauber, enquanto Albon garantiu pontos valiosos para a Williams com uma estratégia de pneus duros bem executada.


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