F1 GP do Bahrein horáros e tudo sobre - Julianne Cerasoli Skip to content

Guia do GP do Bahrein

O palco do GP do Bahrein é famoso pela alta abrasividade do asfalto e desgaste dos pneus traseiros por superaquecimento, e isso complica a vida dos pilotos e anima os GPs, que têm ficado perto do top em número de ultrapassagens todos os anos.

O desgaste de pneus é um problema tão grande no Bahrein que as equipes até fazem com que os carros fiquem dianteiros na classificação para evitar desgaste do pneu traseiro na corrida.

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É um circuito de tração, ou seja, em que, para ser rápido, é preciso sair bem das curvas para aproveitar as longas retas dos setores 1 e 2. Os ventos costumam trazer areia para a pista, comprometendo a evolução do asfalto e também gerando um desafio para os pneus, pois os grãos comprometem ainda mais a aderência.

Como é o melhor acerto para o GP do Bahrein

A pista é formada por retas longas e freadas fortes seguidas de curvas de baixa e média velocidades. Então, as equipes buscam um meio termo para o acerto. Se colocarem muita asa, são lentos na reta, e se colocarem pouca asa, o carro fica nervoso nas freadas.

O trecho mais complicado é a curva 10, onde costumamos ver os pilotos fritando os pneus. Isso acontece porque é uma curva com trajetória fechada, em uma descida e uma inclinação para o lado de fora. Para piorar, a entrada da curva é cega.

Outro ponto importante é o fato de apenas o segundo treino livre ser disputado ao entardecer. Ou seja, com a temperatura da pista caindo rapidamente, mais próxima às condições da classificação e na corrida. E, mesmo à noite, o desgaste é muito alto.

As dificuldades não param por aí. Quem está disputando as primeiras posições precisa fazer o pneu funcionar bem em uma volta lançada no final do Q3, já com a pista bem mais fria. Mas também tem de cuidar para que eles não estejam com carga demais, pois isso vai prejudicar a primeira parte da corrida, com a pista mais quente e o tanque mais cheio.

Ultrapassagens no GP do Bahrein

É relativamente fácil ultrapassar no Bahrein, o que abre as opções de estratégia. A pista tem uma das maiores médias de ultrapassagens do campeonato. Houve apenas uma queda em 2023, mas em 2025 o GP do país árabe já foi o segundo com maior número de manobras, atrás apenas – acredite – de Abu Dhabi.

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Os melhores pontos de ultrapassagem são a curva 1 e a curva 4, depois de longas retas. Mas é preciso respeitar os limites de pista, como Max Verstappen descobriu em 2021. O Bahrein é daquelas pistas em que a área de escape não pune os pilotos. Por isso, cabe à FIA policiar eletronicamente os limites de pista.

Qual é a melhor estratégia no GP do Bahrein

O Bahrein é uma das pistas em que mais vemos estratégias diferentes terem resultados parecidos. Isso porque quem opta por fazer mais paradas tem menos chance do que em outros circuitos de ficar preso atrás de carros mais lentos. E quem tenta fazer só uma parada tem de cuidar muito dos pneus.

Também é comum vermos dois pilotos fazendo o mesmo número de paradas, mas usando compostos diferentes ao longo da prova, deixando a briga para a pista nos momentos finais. Então não é incomum termos ao mesmo tempo um GP tático e com ultrapassagens.

2021 Bahrain Grand Prix, Sunday – LAT Images

As áreas de escape generosas fazem com que o número de Safety Cars seja relativamente baixo, então isso não está no centro da preocupação dos estrategistas. E, como vimos em outros anos, muitos pilotos começam o GP sem uma tática fechada, esperando o ritmo e degradação do primeiro stint. Até porque o tempo de pista que eles têm com as condições em que ela estará na corrida é curto.

Como foi o GP do Bahrein em 2025

Oscar Piastri dominou o fim de semana, conquistando a pole e a vitória de forma incontestável. Já Lando Norris enfrentou vários “dramas”: recebeu uma punição de 5 segundos por se posicionar errado no grid, ficou preso no tráfego de George Russell e, apesar de ter um carro rápido, terminou em terceiro lugar.

Max Verstappen teve uma das piores corridas dos últimos anos, sofrendo com a falta de aderência dos pneus duros e erros nos pit stops, terminando em sexto.

George Russell enfrentou problemas eletrônicos que afetaram seu sistema de freios e o DRS, enquanto Lewis Hamilton fez uma boa corrida de recuperação para terminar à frente das Ferraris de Leclerc e Sainz.

Gabriel Bortoleto teve uma prova difícil, prejudicado pelo uso precoce dos pneus duros e terminou em 18º, queixando-se da falta de aderência da Sauber no tráfego.

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4 Comments

  1. Ótimas informações, como sempre! Você até botou no texto que o macio é o C4, mas se puder põe as classes de compostos no Raio-X técnico. Bom trabalho nesta temporada!

  2. tomara tenhamos emoções que bom seria mais fabricantes de pneus

  3. “[…]GP do Bahrein é famoso pela alta abrasividade do asfalto, que pune especialmente os pneus traseiros.”
    “A pista do Bahrein também é front-limited, ou seja, em que geralmente os pneus dianteiros acabam antes que os traseiros”
    ??????


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