F1 GP do Japão horários e tudo sobre - Julianne Cerasoli Skip to content

Guia do GP do Japão

O palco do GP do Japão é uma das pistas favoritas dos pilotos pela combinação de curvas rápidas e a sensação de que eles podem fazer a diferença. E podem. É uma pista em que você tem, por exemplo, curvas estreitas contornadas a 250 km/h, como a primeira Degner.

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Isso sem falar no sobe e desce da pista que tem vários trechos muito técnicos, que exigem muito do carro e do piloto.

Além disso, a atmosfera criada pelos torcedores japoneses é toda especial. Definitivamente, o GP do Japão é um dos melhores eventos do calendário.

Qual é o melhor acerto para a pista de Suzuka

Para segurar o carro nas curvas de alta velocidade, é preciso aumentar o nível de downforce no carro, mesmo que isso vá prejudicar nas retas. Na verdade, não se passa tanto tempo assim nas retas em Suzuka. Mesmo o trecho de maior tempo de aceleração máxima não é todo em linha reta, na parte final da volta.

É muito importante que o carro esteja neutro principalmente para a primeira parte da volta, com uma sucessão de mudanças de direção em alta velocidade. Se o carro sai de frente ou de traseira logo na primeira curva desta parte, compromete-se todo o trecho e perde-se muito tempo de volta.

Curiosamente, Suzuka não é uma pista em que se gasta tanto combustível levando em consideração sua extensão de quase 6km e as curvas de alta velocidade. São consumidos, em média, 1.90kg por volta, número parecido ao do Circuito das Américas. Em Silverstone, por exemplo, o consumo é de 2.8kg.

Ultrapassagens no GP do Japão

No papel, não deveríamos ter muitas ultrapassagens no GP do Japão. Afinal, com os carros com asas maiores e poucas zonas de freada forte além da pista em si ser bem estreita, não deveria haver muito espaço para manobras.

Mas os números contradizem essa teoria. A média dos últimos quatro anos é de 42, ou seja, o GP do Japão é daqueles que ficam perto das médias das temporadas. Ao mesmo tempo, com o novo regulamento, que deveria ajudar os carros a seguirem uns aos outros mais de perto, o número foi baixo nos dois primeiros anos (28 no primeiro e 29 no segundo). A explicação para esse sobe e desce vem nas notas de estratégia.

Como pontos de ultrapassagem, se destacam a primeira curva, em descida, um tanto cega. Manobras na Spoon têm se tornado mais comuns nos últimos anos, e também dá para passar na última chicane. Bom, pode ser um pouco mais complicado se for por uma disputa quente pelo título mas, enfim…

Qual é a melhor estratégia no GP do Japão

A emoção nas corridas no Japão dependem muito do desgaste de pneus. São eles que vão fazer a diferença entre um GP com 18 ultrapassagens como em 2017 e outro com 60 no ano seguinte. Mas isso só não explica por que a corrida japonesa pode ficar mais aberta: em 2023, foram só 29 manobras, e houve muito desgaste por superaquecimento. As ultrapassagens só vão acontecer se os pilotos estiverem em estratégias diferentes.

Trata-se de uma pista particularmente dura com os pneus mas, dependendo das condições e dos compostos, a tática pode ficar indefinida entre uma parada se segurando na pista e duas adotando um ritmo mais forte. E é aí que vemos provas mais abertas. Se todo mundo for para uma, ou para duas paradas, menos carros se encontram com um diferencial de velocidade suficiente entre si para vermos lutas por posição.

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Como se trata de uma pista em que os muros estão próximos e há muitas zonas com brita, os estrategistas sempre estão atentos a quaisquer acidentes que possam gerar períodos de Safety Car.

Além disso, a chuva não é incomum, e não costuma vir fraca. Lembrando que a pista tem quase 6km, definitivamente não é uma boa ideia arriscar com pneus de seco em uma pista com curvas de alta velocidade e longa caso a água comece a cair.

Como foi o GP do Japão em 2024

A Red Bull dominou em Suzuka, uma pista com curvas de alta velocidade e em que há bastante desgaste de pneus, casando-se perfeitamente com seu carro. Mas a prova foi estrategicamente variada, com diferentes escolhas de pneus e uma bandeira vermelha no início.

A variação de temperatura do asfalto foi de 7ºC ao longo da prova, fazendo com que ora o pneu médio funcionasse melhor (na primeira metade, quando o céu estava aberto), ora a vantagem fosse de quem estava no pneu duro.

As equipes também fizeram opções diferentes dos compostos que tinham disponíveis para a corrida. Red Bull e Ferrari guardaram um duro e dois médios, McLaren e Mercedes tinham dois duros e um médio, Fernando Alonso guardou um macio. Tudo isso embolou a corrida. Mas atrás das Red Bull.

Max Verstappen venceu, com o companheiro de equipe Sergio Perez em segundo. As Ferraris de Sainz e Leclerc ficaram em terceiro e quarto, respectivamente. Leclerc quase fez a estratégia de uma parada funcionar, mas foi superado no final por Sainz, que fez uma prova de recuperação após ter largado em oitavo.

Tsunoda marcou pontos para a RB após uma forte corrida da décima segunda posição no grid.

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