F1 GP do Azerbaijão horário e tudo sobre - Julianne Cerasoli Skip to content

Guia do GP do Azerbaijão

Baku foi o palco de três corridas mais normais em 2016, 2019 e 2022 e outras três em que aconteceu um pouco de tudo em 2017, 2018 e 2021. Mas o padrão é alto.

Mesmo quando o GP do Azerbaijão é menos animado, o número de ultrapassagens fica acima da média da temporada.

E, em 2017 e 2018, foi a prova com o maior número de trocas de posição do campeonato.

Aqui os horários do GP do Azerbaijão

Tudo isso é resultado de um circuito com muros próximos, mas com muitas retas e chances de ultrapassagens, uma mistura única para uma pista de rua. Como um acidente (ou um estouro de pneu) é muito provável e pode mudar tudo, como aconteceu em 2021, é daquelas corridas que podem até ter partes mornas, mas em que tudo pode mudar numa questão de segundos.

Em 2024 e 2025, contudo, as corridas em si não foram tão animadas. Mas a classificação de 2025, com várias bandeiras vermelhas, serviu para sacudir o grid. Ver piloto no muro no sábado, inclusive, é tradição em Baku.

Streckenkarte

Qual é o melhor acerto para a pista de Baku

Trata-se de uma pista de rua até um pouco estranha, já que os carros usam relativamente pouca carga aerodinâmica. Isso, devido ao longuíssimo trecho de aceleração plena da curva 16 à curva 1 – que promete ser um dos maiores desafios para a nova unidade de potência.

A velocidade média da volta mais rápida, por exemplo, ficava perto de 210km/h com os carros de 2021, bem mais do que os menos de 180km/h de média de Singapura e 165 de Mônaco.

Menos pressão aerodinâmica também significa maior movimento nas freadas. Então, é preciso encontrar o equilíbrio certo para o carro não deslizar demais no segundo setor. Isso gera perda de tempo e também mais desgaste dos pneus. Falando em freios, eles são muito exigidos, e controlar sua temperatura é um desafio, principalmente na freada forte da curva 1, após os freios esfriarem muito na longa reta.

Durante a classificação especialmente, vale a pena ficar de olho na curva 15, uma das mais técnicas do calendário devido à mudança de direção em subida e depois em descida.

Ultrapassagens no GP do Azerbaijão

Uma característica interessante da pista de Baku é que geralmente metade das ultrapassagens eram feitas sem o uso do DRS até o fim do dispositivo em 2025.

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Já vimos manobras nas primeiras curvas, além da enorme reta, mas é sempre bastante arriscado. Você basicamente só tem espaço para passar se o rival evitar o toque.

Qual é a melhor estratégia para o GP do Azerbaijão

Mesmo sendo uma pista de rua, Baku parece mais, aos olhos dos estrategistas, à Áustria, pela dificuldade menor de se ultrapassar. Então a questão da posição de pista, tão fundamental em Mônaco ou Singapura, é menos presente no GP do Azerbaijão.

Some-se a isso uma perda de cerca de 20s no pitstop, abaixo da média da temporada, e você tem a receita para uma prova aberta do ponto de vista estratégico.

Outro fator importante é o Safety Car, cuja probabilidade é de mais de 50%. Dependendo de quando ele aparecer, é outro fator que abre a possibilidade de estratégias diferentes.

Por outro lado, o asfalto de Baku não é dos mais abrasivos, ainda que, como vimos na corrida de 2021, é bom não esperar toda a borracha se desgastar para ir aos boxes. Com uma zona de aceleração longa, o pneu não dá aviso de que vai estourar. Além disso, como o GP costuma ter muitos toques, sempre há o risco de passar por cima de algum detrito. E um pneu com menos borracha fica mais exposto a furos.

Mesmo assim, a tentação de fazer um undercut bem adiantado para tentar tirar o piloto do trânsito ou para aproveitar um SC existe porque os estrategistas sabem que o pneu vai durar. Além da falta de abrasividade do asfalto, o próprio desenho do circuito acaba protegendo os pneus de superaquecimento. Então se o piloto conseguir proteger bem a borracha no setor 2, ele tem a reta inteira para fazê-la voltar à temperatura ideal e uma coisa acaba equilibrando a outra.

Como foi o GP do Azerbaijão em 2025

O GP do Azerbaijão em Baku foi palco de diversas histórias improváveis, começando pela vitória dominante de Max Verstappen, que se aproveitou de uma classificação caótica para largar com pneus duros e controlar a prova. E foi também pela série de bandeiras vermelhas que bagunçaram o grid que Carlos Sainz largou em segundo e conquistou seu primeiro pódio com a Williams.

Para a McLaren, foi o pior final de semana da temporada: Oscar Piastri bateu na classificação e caiu para último na largada após um erro com a embreagem, logo batendo de novo. E Lando Norris, largando em sétimo, não conseguiu superar Charles Leclerc e terminou na mesma posição, prejudicado também por uma parada lenta nos boxes.

A corrida também marcou bons desempenhos de Liam Lawson, que largou em terceiro, e de Kimi Antonelli, que terminou em quarto após uma estratégia eficiente de paradas da Mercedes, enquanto Lewis Hamilton sofreu com a falta de ritmo e o desgaste de pneus, terminando fora da disputa pelas primeiras posições.

Gabriel Bortoleto adotou a estratégia de largar com pneus duros para tentar escalar o pelotão em um GP marcado pela dificuldade de ultrapassagem e ficou fora dos pontos.

3 Comments

  1. Interessante a reportagem mas não tem data!!!!! Quando será a corrida ?????

    • Ela sempre escreve essa reportagem pra corrida da semana. No caso 06/06/21 será a prova.

    • Ano que vem será a corrida. Em junho de 2023


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