Podcast: Os brasileiros nos bastidores da F1 – parte 2

Aqui a segunda parte do podcast exclusivo para assinantes VIP, Credenciados e Uniformizados do No Paddock da F1 com a Ju sobre as histórias de brasileiros nos bastidores da F1 que conquistaram seu espaço na categoria fora das pistas.

Na primeira parte, quem contou a história dele foi o Léo da Silva, estrategista da Mercedes. E conversei também com o Tiago Fadel, que foi mecânico da Sauber e Alfa Romeo.

Nesta segunda parte, falo sobre a trajetória do engenheiro Ricardo Penteado, que chegou à supervisão de toda a operação da Renault na F1. E bato um ótimo papo com Jonas Cândido, engenheiro responsável pela parte elétrica das unidades de potência na FIA.

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Análise do GP do Azerbaijão

Com 20 voltas, o GP do Azerbaijão se desenhava de maneira interessante. Charles Leclerc estava na ponta, 13s à frente de Max Verstappen. Ele tinha aproveitado um período de Safety Car Virtual para economizar tempo em sua parada nos boxes. O holandês, demonstrou ser mais rápido na primeira fase da prova, assim como seu companheiro Sergio Perez, era segundo. O mexicano era terceiro.

Por um lado, a Ferrari tinha a vantagem de estar na frente e com uma boa margem. E sabia que o pneu duro quase não teria desgaste, ao contrário do que acontecera com o médio nas primeiras voltas. Assim, ter o pneu com oito voltas a mais não seria o fim do mundo em teoria.

Leclerc após o segundo abandono por quebra de motor em três corridas. Ele liderava em ambas as ocasiões.

Do lado da Red Bull, seria um ataque em 2×1, porque o tal Safety Car Virtual tinha sido necessário para recolher a outra Ferrari, de Carlos Sainz, com um problema na alimentação do sistema hidráulico, que acabou desligando o carro. E, embora a diferença de ritmo não fosse tão grande quanto ambos esperavam antes de o fim de semana começar, eles sentiam que tinham vantagem suficiente para descontar os 13s.

No final, ficamos sem a resposta. A unidade de potência de Leclerc estourou, com danos no motor a combustão e no turbo, tirando a Ferrari da prova. A partir dali, o GP do Azerbaijão se tornou um passeio da Red Bull.

O GP do Azerbaijão até a saída das Ferrari

Mas por que era Verstappen quem estava à frente, depois que Perez pulou na ponta quando Leclerc derrapou no asfalto que derretia com o calor da tarde em Baku?

Perez tinha destruído os pneus médios traseiros forçando o ritmo no início, e não estava se entendendo com o engenheiro sobre como retardar o desgaste da borracha. Eles sofriam com problemas técnicos de comunicação, normais em circuitos de rua, e o mexicano também não entendia exatamente as instruções que lhe eram passadas. 

Na volta 14, ele perdeu 1s em relação a Verstappen, que o ultrapassou. No giro seguinte, foram 2s5 antes de sua parada. Nos boxes, o trabalho da Red Bull foi lento ele perdeu mais 3s. Segundo a equipe, um dos macacos emperrou, ainda que isso não fique claro na imagem. Como o undercut era muito poderoso em Baku devido ao desgaste acelerado dos médios, mesmo assim ele estava a 3s de Max quando o companheiro parou, duas voltas depois.

No entanto, a diferença não cairia em momento algum, e Verstappen venceu com quase 16s de vantagem para o companheiro.

Poderia ter sido uma corrida diferente para Perez caso o chamado para o box no VSC não tivesse chegado instantes depois de o mexicano ter passado da entrada dos boxes. Caso ele tivesse trocado os médios pelos duros naquele momento, na volta 9, não teria sofrido o desgaste das voltas seguintes e ainda teria economizado 10s por parar durante o VSC. Mais atrás, Verstappen não aproveitou essa oportunidade de parar porque foi instruído a fazer o contrário do que Leclerc fizesse.

Além da briga pela vitória

Quem se colocou em posição de lucrar diretamente com o abandono duplo da Ferrari no GP do Azerbaijão foi a Mercedes. George Russell largou em quinto e fez uma corrida solitária para chegar em terceiro. O time aproveitou os dois VSCs (o segundo seria na volta 33, pelo abandono de Kevin Magnussen) para fazer suas paradas com ambos os pilotos, o que foi a melhor estratégia do dia. 

Na primeira parada, Lewis Hamilton teve de esperar a parada do companheiro, perdeu tempo, e foi ultrapassado por Sebastian Vettel. O inglês fizera a primeira parte da corrida em sétimo, sua posição de largada. E, embora tivesse ganho duas posições com as Ferrari, se viu em 10º após a troca de pneus. Na realidade, ele estava atrás mesmo de Verstappen, Perez, Russell, Gasly e Vettel. Mas tinha também a sua frente Alonso, Ocon, Ricciardo e Norris, que escolheram não parar. Hamilton lucrou com o erro de Vettel ao tentar passar Ocon e superou o francês na pista. Algumas voltas depois, passou Ricciardo também. Quando os rivais pararam, ele já era quinto.

Porém, Hamilton pararia uma segunda vez, decisão contrária à da AlphaTauri. Com isso, ele tinha Gasly e agora também Tsunoda a sua frente. Usando a aderência da borracha nova, o inglês passou ambos e chegou em quarto. Mesmo com o carro quicando bastante.

Gasly, em uma pista que se encaixa bem com as qualidades de um carro de boa tração e pouco arrasto, foi o quinto. E Tsunoda só não foi sexto por um problema em seu DRS, que o fez parar de novo e sair da zona de pontuação.

Alpine voando em Baku

Melhor para Vettel, que largou em nono e terminou em sexto, com os problemas das Ferrari e Tsunoda. Atrás dele veio Fernando Alonso, sofrendo com os pneus por um lado, mas muito veloz de reta por outro com o novo sidepod da Alpine em conjunto com a asa traseira bastante fina. Essa configuração foi importante para segurar as duas McLaren, que não conseguiram passar o espanhol e terminaram em oitavo e nono, com Esteban Ocon beliscando a última posição nos pontos.

Guia do GP de Mônaco

É na compreensão de que é preciso construir uma simbiose entre você, o carro e cada muro e ondulação da pista (cujo nível de aderência vai aumentando bastante a cada volta) que o piloto faz a diferença em Mônaco.

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