Um golpe duro para Norris e o pódio de Hadjar

Se a pista da Holanda já tinha sido o palco da primeira grande prova da McLaren ano passado, era de se imaginar que o mesmo aconteceria nesta temporada, mas com uma diferença importante: em 2024, Zandvoort foi uma das pistas em que Oscar Piastri sofreu muito em relação a Lando Norris. Em 2025, ele ficou atrás em todos os treinos livres, foi trabalhando aos poucos, e virou o jogo na classificação, tomando a pole position que seria decisiva para a corrida (ou pelo menos até seis voltas da bandeirada).

A situação de Piastri só melhorou quando ele manteve a ponta nos primeiros metros, enquanto Norris via Max Verstappen largar com os pneus macios e tomar a segunda posição (com direito a quase perder o carro na segunda curva).

Isso deu tranquilidade para o australiano, que já tinha aberto 4s5 quando Norris conseguiu passar Verstappen, na volta 9. A partir dali, ele só controlaria o ritmo e, mesmo com os Safety Cars que viriam adiante na prova, nunca pareceu estar efetivamente ameaçado.

Sua situação no campeonato, contudo, melhoraria ainda mais. No final da prova, Norris começou a sentir cheiro de queimado no carro, e logo abandonou com a suspeita de vazamento de óleo. Se ver na frente até sábado de manhã em Zandvoort e terminar com 34 pontos de desvantagem no campeonato não era o que Norris projetava para o GP que venceu em 2024.

Melhor para Isack Hadjar, que tinha colocado a Racing Bulls em quarto em uma classificação complicada por conta do vento, e que teve bom ritmo para fazer seu primeiro pódio na F1.

Dois SC ditam a história da corrida

Atrás da dupla da McLaren, a corrida se desenhou com muito mais oportunidades do que era para se imaginar para um GP da Holanda sem chuva. Isso porque Lewis Hamilton gerou um Safety Car na volta 23 ao errar e bater na curva 3. E depois porque Kimi Antonelli causou o abandono de Charles Leclerc e causou outro SC na volta 53.

A primeira intervenção significou que Verstappen agora estava na mesma estratégia dos pilotos ao seu redor, depois de ter usado o pneu macio no começo. Esse período anterior ao SC, inclusive, foi tenso, com uma garoa caindo sobre o circuito e alguns pilotos esperando para ver se a situação piorava.

Leclerc foi um dos pilotos que pararam logo antes do SC, e com isso perdeu a posição para Russell. O monegasco era quem tentava colocar Isack Hadjar, a surpresa entre os “grandes”, sob pressão, até a parada. Depois, teve uma bela disputa com Russell, passando o inglês, mas ao mesmo tempo danificando seu assoalho.

Com a Mercedes perdendo terreno, Russell ouviu a ordem para deixar Antonelli passar. O italiano tinha largado em 11º e caído para 12º na primeira volta, mas vinha se recuperando. Quando a Mercedes decidiu chamar Antonelli aos boxes na volta 51, a Ferrari decidiu responder com Leclerc. Ele não estava ganhando tempo em relação a Hadjar e poderia ficar exposto a um ataque do italiano no final da prova, apesar de ter dito ao time que estava se sentindo bem com os pneus.

A decisão acabou sendo desastrosa, porque Leclerc saiu do box disputando com Antonelli, que colocou por dentro na técnica curva 3 e bateu com o monegasco, que abandonou. O piloto da Mercedes, por sua vez, foi punido e terminou fora dos pontos.

Isso porque a prova ainda teria mais uma interrupção pela frente por conta do abandono de Norris, enquanto todo mundo chegou muito perto e os 10s que Antonelli recebeu de punição saíram caro.

GP de oportunidades para Bearman e Albon

Mas também tudo isso gerou oportunidades na segunda parte do pelotão e pilotos que não tiveram uma boa classificação conseguiram se recuperar. 

Que o diga Oliver Bearman, que largou do pitlane e terminou em sexto lugar. A aposta da Haas foi de que não choveria no começo da prova, e por isso eles colocaram pneus duros em ambos os pilotos.

A ideia era levar esses pneus o mais adiante possível, e Bearman conseguiu aproveitar o SC da volta 53, aquele do toque entre Leclerc e Antonelli. Essa era a fase mais importante para ter pneus novos, porque estava todo mundo muito junto, e isso ajudou a estratégia a dar certo.

Alex Albon foi o único piloto dessa segunda metade do pelotão que conseguiu fazer a mesma tática dos ponteiros, parando nos dois SC, e conseguiu o quinto lugar com a Williams depois de ter largado em 15º.

Stroll e Alonso conseguiram pontuar mesmo parando antes dos SC, indicando também que o ritmo era bom.

Tudo deu errado para Bortoleto

Já a corrida de Gabriel Bortoleto foi completamente o oposto de tudo isso. Ele estava largando em 13º, teve uma largada ruim e caiu para penúltimo. Passou Stroll, mas levou o revide do canadense e, no lance, teve um dano na sua asa dianteira.

O brasileiro pediu para parar e foi chamado segundos antes do SC ser acionado pela batida de Hamilton, e mesmo assim não trocou a asa. Na segunda intervenção, a opção foi por ficar na pista mas, com pneus de quase 40 voltas, ele foi sendo passado um por um na relargada. Teve que parar uma segunda vez de qualquer maneira e terminou em 16º.

Live do GP da Holanda

Oscar Piastri cresceu na hora certa e fez a pole position para o GP da Holanda, depois de ter sido mais lento que Lando Norris por todo o fim de semana. E Max Verstappen fez o mesmo, apareceu só no Q3 para ser terceiro (com direito a um setor roxo no final que levantou a galera).

Tem também outras histórias rolando, com mais e mais comprometimentos para fazer as regras de 2026 funcionar e a estratégia da Cadillac para ter um piloto americano.

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Tudo sobre a Cadillac – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #322

E os vencedores do sorteio do mês são…

Rolou sorteio duplo em agosto! Sussumu Eda, assinante do Setor B e membro de longuíssima data, vai receber em casa o boné oficial da Alpine. E a Ana Beatriz Sitjar, assinante VIP, foi a sortuda que vai levar a miniatura da Lotus no estilo “lançamento”, na parceria com a Carv Racing.

Parabéns!

E fiquem ligados que semana que vem eu revelo o que vou sortear em setembro. E TODOS os assinantes concorrem!


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Podcast O que dá para esperar da Audi

Essa história da recuperação da Sauber, que foi da pior equipe disparada em 2024 para a disputa do quinto lugar nesta temporada só mostra como as diferenças entre os times estão pequenas, mas pode não significar mais nada quando chegar o novo regulamento em 2026.

A preparação da Audi foi cheia de correções de curso, numa história que eu conto neste podcast, com a ajuda de ninguém menos que Mattia Binotto, Jonathan Wheatley e Gabriel Bortoleto. Com tudo o que aconteceu e o tamanho do desafio diante deles, é irreal até projetar que eles estarão neste mesmo lugar em que estão hoje daqui seis meses nos testes. Mas o foco não é 2026: a meta é vencer corridas e disputar campeonatos a partir de 2030.

Confira os outros episódios clicando aqui. Se você é assinante VIP, Credenciado ou Uniformizado e não está vendo o arquivo, certifique-se de ter feito o login no site.

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Voltando a esquentar os motores – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #321

Sorteio duplo em agosto!

Assim como em julho, vou fazer um sorteio de dois itens no final do mês: um boné oficial da Alpine e a miniatura estilo “apresentação de carro” da Lotus de 85/85) um item oferecido pela Carv Racing por meio de uma parceria com o No Paddock da F1 com a Ju!

Lembrando que TODOS os assinantes do No Paddock concorrem aos brindes e o sorteio é feito na última quarta-feira do mês.


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Bortoleto sobe, Hamilton desce – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #320

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Norris largou atrás e teve a melhor estratégia: como explicar?

Quando a primeira volta do GP da Hungria acabou, a corrida se desenhava terrível para Lando Norris: tendo perdido duas posições nas primeiras curvas, ele estava em quinto em uma pista em que é preciso criar um grande delta para conseguir passar, enquanto Oscar Piastri só tinha a sua frente Charles Leclerc. Dada a superioridade da McLaren, parecia uma questão de tempo até que o australiano superasse o monegasco, que largou na pole após fazer um ótimo trabalho em uma sessão em que as condições climáticas foram mudando rapidamente.

Como as ultrapassagens são difíceis, o mais provável era que ele conseguisse isso com um undercut, ou mesmo um overcut, tamanha a vantagem de rendimento da McLaren, que permitiria que ele seguisse Leclerc de perto sem perder tanto rendimento de pneus. O próprio Norris certamente se recuperaria e teria como alvo também superar Leclerc.

O que ninguém poderia imaginar era que, em uma prova sem erros de Piastri, Norris conseguiria terminar à frente do líder do campeonato.

Undercut que deu errado foi a sorte de Norris

Isso só foi possível porque a McLaren deu estratégias diferentes a seus pilotos. E a melhor tática seria a do piloto que se classificou atrás e que fez uma primeira volta ruim.

Tudo começa lá pela volta 16, quando Piastri ouve que é a hora de acelerar. Ele estava a 3s de Leclerc, e diminui a desvantagem para 2s5. Talvez temendo que a Ferrari chamasse Leclerc e a tentativa de undercut não desse certo, a McLaren para Piastri na volta 18. São 70 voltas na corrida e, a essa altura, o foco era uma tática de duas paradas para os pilotos da parte da frente do pelotão. Mas 2s5 não é suficiente para o undercut, a Ferrari responde na volta seguinte com Leclerc, e os dois seguem na mesma ordem.

As simulações das equipes apontavam mesmo que fazer duas paradas era uma maneira mais rápida de terminar a prova, mas por uma pequena margem. E como parar duas vezes significava pegar mais trânsito para quem largasse mais atrás (porque a tendência é que os melhores carros consigam abrir diferença suficiente para evitar isso), pilotos que estavam largado mais à frente do que imaginavam, como as duas Aston Martin – quinta a sexta colocadas – e Gabriel Bortoleto – sétimo – já saíram com o plano de parar só uma vez.

Depois que o undercut de Piastri não funcionou, a McLaren passou a estudar outra opção para Norris, que tinha passado Alonso e estava travado atrás de George Russell. O inglês parou junto com Leclerc, bloqueando a possibilidade de Norris tentar, também, um undercut (que muito provavelmente conseguiria fazer, já que a diferença entre os dois era mínima, mas é claro que a McLaren tinha que focar primeiro na corrida de Oscar).

Norris faz os pneus durarem e isso abre possibilidades

Essa acabou sendo a sua sorte. Primeiro, a McLaren pensou em tentar um overcut simples, mas mantendo Norris em duas paradas. Mas o ritmo dele era constante, os pneus estavam durando, e eles mudaram o plano: Norris iria até a volta 31 e pararia só uma vez.

Aliás, dá para notar que os planos mudaram pela volta da parada: os pilotos que já tinham começado a prova com o ritmo controlado pela tática de uma parada pré-definida, como Alonso e Bortoleto, pararam dez voltas depois de Norris.

Na disputa de Piastri e Leclerc, a McLaren ainda tinha a segunda parada para tentar novamente um undercut. Mas a mensagem “pare para fazer undercut no Leclerc” fez a Ferrari antecipar seu pitstop.

Piastri seguiu na pista porque os cálculos da McLaren já apontavam outro problema: ele teria que passar Leclerc na pista e depois ir atrás do próprio Norris. Então eles criaram um tyre offset de cinco voltas para ajudá-lo na ultrapassagem em cima da Ferrari. E 14 voltas em relação ao companheiro.

Quando Piastri voltou de seu pitstop, com 25 voltas para o fim, estava a 12s de Norris e a 5s de Leclerc. Ele passou rapidamente pelo monegasco, que estava tendo seus próprios (e misteriosos) problemas em uma Ferrari que, depois do segundo pitstop, ficou praticamente inguiável, aumentando os rumores de que eles, na verdade, ainda não resolveram as questões da altura do carro.

Piastri foi à caça de Norris, teve uma (meia) chance de ultrapassar, forçando bastante a freada da primeira curva na penúltima volta e ouvindo da equipe que “não é assim que a gente disputa posição”, mas a vitória ficou com o piloto inglês, pela terceira vez em 4 GPs.

Já Leclerc viu seu ritmo despencar após a segunda parada. A equipe suspeitou de um ajuste de asa dianteira mal feito na parada, mas logo descartou. Sabe-se que os pilotos ferraristas têm de adotar algumas táticas para evitar o desgaste excessivo da prancha de legalidade, mas a perda era de 1s por volta e acabou custando também a terceira posição para Russell.

Bortoleto entre dois campeões

Bem mais atrás dos quatro primeiros, Fernando Alonso conduzia uma estratégia de uma parada com uma Aston Martin que casou bem com a pista da Hungria. Ele teve Gabriel Bortoleto por perto nas primeiras voltas, com o brasileiro, que passou Lance Stroll na largada, entre o bicampeão e Max Verstappen.

Na volta 17, a Red Bull antecipou a parada de Verstappen para que ele fizesse um undercut em Bortoleto e a Sauber não respondeu. O plano era levar o pneu médio o mais adiante possível, esperando todo mundo parar para não voltar no trânsito, e só parar uma vez. 

Foi o que eles fizeram nas voltas 39 e 40. A essa altura, Verstappen subiu para quinto e ouviu da Red Bull que poderia tentar ir até o final, mas isso não daria certo com um carro tão desequilibrado como o dele neste fim de semana. E o holandês parou novamente com 22 voltas para o fim, voltou em nono e lá ficou, travado pela muralha Liam Lawson, que de certa forma se vingou um pouco da forma como foi tratado na Red Bull no início do ano.

Mais a frente, Bortoleto chegou a ensaiar ir para cima de Alonso e a diferença, que chegou a ser de 8s5, foi para menos de 2s. Mas o espanhol só estava administrando combustível e logo abriu novamente. Mesmo assim, Bortoleto conquistou um sexto lugar em mais um fim de semana bastante consistente.

Live do GP da Hungria

O que dizer dessa classificação do GP da Hungria? Leclerc na pole, Aston Martin no top 6, Bortoleto em sétimo na frente de Verstappen, Hamilton dando declarações fortes. Só acho que a gente tem bastante assunto para a live do GP da Hungria. Inclusive, é bem possível que a gente tenha o campeão da F3 já decidido também…

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Troca de engenheiros para Hamilton, alerta na Mercedes – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #319

Você pensou que hoje sairia só o vencedor do boné da ApexGP, mas tem SORTEIO SURPRESA!

Além do boné da equipe de Sonny Hayes no filme F1, também estou sorteando nesta quarta-feira a luminária de Interlagos, mais um item oferecido pela Carv Racing por meio de uma parceria com o No Paddock da F1 com a Ju!

Então vamos lá para os vencedores:

Boné da ApexGP: Lucas Pereira de Lima

Luminária de Interlagos: Anna Carolina Heluany Pires

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Os detalhes da vitória de Piastri e por que Hamilton parou em Albon

Fazer a pole position em Spa-Francorchamps não é garantia de nada, mas Lando Norris estava em uma ótima posição para manter a ponta quando o GP da Bélgica finalmente começou 1h30 depois do horário marcado para a largada, devido a um misto de chuva e de muito zelo da direção de prova porque Spa é Spa e porque os pilotos tinham reclamado das condições em que pilotaram em Silverstone na etapa anterior.

Norris estava começando a prova com spray ainda na pista e com uma largada em movimento, dois fatores que poderiam garantir que ele saísse da Les Combes em primeiro. Mas um problema de oferta de energia elétrica (que Andrea Stella deu a entender que tinha acontecido em ambos os carros, mas não quis confirmar), mais uma saída não tão boa da La Source e uma levantada de pé maior que Piastri na Eau Rouge cancelaram: o australiano passou e tomou a liderança.

Era o cenário perfeito para o líder do campeonato, que estava com um acerto mais voltado à chuva que o companheiro e tinha que aproveitar aquele momento. Primeiro porque a pista estava secando, segundo porque seria difícil passar com menos velocidade de reta ao longo da prova.

E também porque ficar em segundo em uma dobradinha nesta condição de ter que reagir rápido a uma pista que está secando, e essa pista ser a mais longa do campeonato, não é nada confortável. Porque se você estiver muito perto, ou terá que esperar uma volta a mais que o líder, ou terá que entrar junto e esperar sua parada.

Hamilton é o primeiro a parar, Norris adota tática diferente

Era a volta 11 (sendo que as quatro primeiras foram sob Safety Car) quando Hamilton, já 33s atrás do líder, foi o primeiro a tomar a decisão de trocar os intermediários pelos pneus de pista seca. Gasly, Hulkenberg e Alonso o seguiram na mesma volta.

Repare que todos eles estavam longe dos líderes e os tempos de volta estavam em cerca de 2 minutos. Era o setor 2 que estava mais molhado, então as equipes precisavam esperar que eles passassem por eles para decidirem se era mesmo a hora de parar. Então os chamados ao boxes vieram bem tarde para os líderes.

Para Norris, como a equipe queria discutir se ele queria o pneu duro para ter algo diferente em relação a Piastri, isso quis dizer que ele deu uma volta a mais. Aí, já perdeu mais tempo. E a parada lenta também não ajudou.

O inglês, que estava a 2s de Piastri quando o australiano parou, na volta 12, agora tinha 9s de desvantagem. Mas tinha o pneu duro, que iria até o final e que, por algum motivo, funcionava na McLaren.

Parar ou não parar de novo?

Logo após o pitstop, Piastri não sabia se teria de parar novamente. Mas a corrida estava se mostrando bastante travada no pelotão, o pneu duro de Norris não estava tão lento, e ele julgou que o mais difícil seria ter que passá-lo novamente na pista.

Seu trabalho, então, era manter a distância e ao mesmo tempo cuidar dos pneus.

Enquanto Piastri fazia a sua parte, Norris cometia alguns erros e perdia tempo em sua caça ao companheiro. Mas, de qualquer maneira, o australiano parecia ter tudo sob controle, a julgar pelo 1min45s7 que fez na penúltima volta, muito próximo do que Norris vinha virando.

Foi um fim de semana muito igualado entre eles em termos de performance, mas em que a execução de Piastri fez a balança pender para o seu lado.

Leclerc segura Verstappen pelo pódio

Vinte segundos atrás dessa briga, Charles Leclerc passou por maus bocados na primeira parte da prova, quando o acerto de mais pressão aerodinâmica de Verstappen fazia com que o holandês conseguisse pressioná-lo muito fortemente, ainda com a pista molhada.

A manutenção da terceira posição após as paradas praticamente selou o pódio da Ferrari, porque agora as condições estavam mais favoráveis para o carro vermelho, que voava nas retas. Mas Verstappen se manteve muito próximo o tempo todo, esperando um erro que não veio.

Vinda bem de trás depois de uma mudança de acerto apostando na chuva, Lewis Hamilton, que largou em 18º, passou Stroll, Sainz, Colapinto, Hulkenberg e Gasly nas sete voltas de bandeira verde antes de ser o primeiro a parar para colocar pneus de pista seca na volta 11. Com isso, ele conseguiu um undercut poderoso, passou Lawson na saída do box e foi parar em sétimo.

Ali, com a pista secando e o acerto com mais asa, ficou preso atrás de Alex Albon e ainda teve que fazer lift and coast na parte final da prova. Mas saiu do carro se dizendo otimista com a nova suspensão da Ferrari e atualizações que o lado dele da garagem ainda não tinham usado.

Bortoleto volta aos pontos

Atrás de Albon e Hamilton estavam Liam Lawson e Gabriel Bortoleto, que tiveram um desempenho bem parecido por todo o fim de semana. Hadjar na verdade tinha largado à frente dos dois, mas teve um problema no carro e perdeu muitas posições.

Lawson e Bortoleto estavam separados por 2s quando pararam no box, uma volta após Hamilton e companhia, na mesma volta da maioria dos outros pilotos. Os dois foram passados por Hamilton e, na volta 13, Lawson saiu de frente na La Source, Bortoleto estava colado e teve que frear muito, e Hulkenberg aproveitou e passou o brasileiro.

Lá se passaram algumas voltas em que Bortoleto pedia a posição de volta por sentir que estava mais rápido. “Não, os dois estão seguros por Lawson”, ouviu.

Mas foi ficando claro que Hulkenberg estava sofrendo com os pneus, e a equipe ordenou a troca na volta 19.

Bortoleto perdeu 2s em relação a Lawson com isso, mas o neozelandês depois demonstrou que tinha mais ritmo, enquanto Hulkenberg, que estava com o acerto mais voltado para a chuva, passou a sofrer tanto que pediu para parar uma segunda vez.

Ele voltou em 14º, andando 2s por volta mais rápido do que quem ia a frente (as Haas e Tsunoda, que eram seguros por Gasly com seu acerto de pouca pressão aerodinâmica), mas não conseguiu abrir caminho, mostrando a cara da corrida da Bélgica, em que quem não aproveitou os momentos-chave muito em função de qual configuração tinha escolhido para a corrida, ficou onde estava.

Live do GP da Bélgica

Lando Norris deu o troco em Oscar Piastri e vai largar na frente na Bélgica, numa corrida que pode ser disputada sob chuva. Alex Albon foi um destaque da classificação e colocou a Williams em quinto, e Gabriel Bortoleto viveu uma montanha-russa na classificação para ser décimo. E tem também todo o extra-pista, sobre Verstappen, Cadillac e mais.

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Chuva em Spa, dúvidas sobre 2026 – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #318

SORTEIO DO MÊS: Boné da equipe do Brad Pitt e mais uma surpresa

Aproveitando o lançamento do F1: O Filme, olha o que eu vou sortear neste mês de julho. Sim, é o boné oficial da equipe fictícia de Sonny Hayes!

Lembrando que TODOS os assinantes concorrem e eu divulgo o resultado na última quarta-feira do mês por aqui. Boa sorte!


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Podcast com Fernando Paiva (parte 2) e como os contratos da F1 não valem nada

Esse podcast vai te ajudar a entender melhor como realmente funcionam os contratos da Fórmula 1 e o tanto que dá para confiar neles – spoiler, não muito. Na segunda parte do papo com Fernando Paiva, falamos sobre como Christian Fittipaldi quase foi para a McLaren, como Nelson Piquet não queria de jeito nenhum que seu filho se tornasse piloto Briatore, e também sobre como o engenheiro de pista de Lewis Hamilton, Riccardo Adami, fez de tudo para trabalhar com o britânico.

O que une todas essas pessoas? Uma testemunha ocular, o brasileiro Fernando Paiva.

Aqui está a primeira parte da conversa, em que a gente foca mais na parte de engenharia – e também acaba falando bastante de Ferrari e também do que depende o sucesso do Newey na Aston Martin.

Deixo aqui o podcast que gravei com o sócio do Fernando na empreitada da Minardi, Octávio Guazzelli. Vale muito a pena conferir!

Confira os outros episódios clicando aqui. Se você é assinante VIP, Credenciado ou Uniformizado e não está vendo o arquivo, certifique-se de ter feito o login no site.

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Quantas corridas de graça? – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #317

SORTEIO DO MÊS: Boné da equipe do Brad Pitt e mais uma surpresa

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A queda de Horner – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #316

SORTEIO DO MÊS: Boné da equipe do Brad Pitt e mais uma surpresa

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Hulkenberg de 19º a terceiro e a vitória jogada fora por Piastri

Imagine que você viu o filme F1 nos cinemas e o primeiro GP que você assistiu foi o GP da Grã-Bretanha, com o Nico Hulkenberg conquistando, aos 37 anos, seu primeiro pódio com a equipe que passou o ano anterior segurando a lanterna. Foi um misto de escolhas certas em uma tarde com chuva, sol, chuva, e um ritmo que nem a Sauber sabe muito bem de onde veio.

E mais: seu primeiro contato com a F1 de verdade seria Max Verstappen saindo da pista em relargada, Oscar Piastri perdendo uma corrida que parecia ganha de um jeito difícil de explicar, Ferrari e Mercedes lutando no meio do pelotão… coisa de Hollywood!

Quem sobreviveu ao caos foi Lando Norris, para vencer pela segunda vez seguida na temporada, pela primeira vez em casa, diminuindo sua desvantagem no campeonato para 8 pontos.

Silverstone sendo Silverstone e os primeiros erros

A previsão até a madrugada de domingo era de que choveria de manhã, mas pararia horas antes da largada. Com isso em mente e tendo mais uma vez chegado a uma sexta-feira com um acerto equivocado, a Red Bull decidiu equilibrar as saídas de frente do carro tirando carga da traseira.

Era um caminho que a Ferrari também tinha escolhido, ainda que de maneira menos pronunciada. Daria certo no seco. No molhado, o carro ficaria muito mais arisco.

Eis que cai uma pancada quando os carros estão indo para o grid. E depois sai o sol.

Na volta de apresentação, os pilotos reportam que há trechos secos e outros, nem tanto. George Russell, em quarto no grid e Charles Leclerc, em sexto, resolvem parar ao fim da volta de apresentação. Vendo os ponteiros parando, Gabriel Bortoleto também decide entrar para trocar os intermediários pelos pneus de pista seca.

Seria uma decisão desastrosa para o brasileiro, que perdeu o controle do carro na volta 4 e abandonou. Russell, Leclerc e Bearman, que também parou, a pedido da equipe, perderam bastante tempo com essa decisão também, assim como Antonelli, que parou na primeira volta.

Tanto, que Lance Stroll, que decidiu parar na volta 6 também para colocar slicks, voltou à frente desse grupo.

Como Hulkenberg saiu de 19º para a briga pelo pódio

Quando o canadense parou, ele já conseguia ver as nuvens muito ameaçadoras se aproximando e sabia que teria algumas voltas para ganhar terreno com o pneu de pista seca e logo teria que parar diferente.

Mas por que isso fazia sentido e como ele conseguiu voltar basicamente a onde estava quando a chuva realmente chegou, na volta 11?

É porque os pilotos que pararam na volta de apresentação não estavam malucos: a pista realmente tinha várias curvas secas, e isso fazia com que os pneus intermediários não sobrevivessem por muito tempo. Então todo mundo que largou e ficou com intermediários teria que parar mais uma vez se toda aquela água caísse mesmo.

Mas e se você conseguisse se antecipar a isso e já estar com o pneu certo antes do chuvão? É algo sempre complicado porque, se você der duas voltas que seja com o intermediário numa pista quase seca, a vantagem de ter parado antes desaparece. E foi aí que entrou a sorte de Hulkenberg: seu pneu estava desgastado e isso ditou mais o momento da parada do que a exatidão da previsão da Sauber.

Mas deu certo. Ele parou na volta 9, a chuva apertou na 10 (quando Stroll parou novamente) e o restante só fez a troca na volta seguinte, e com tanta força que gerou um SC. 

Stroll e Hulkenberg, que tinham largado em 17º e 19º, e tinham subido para a 10ª e 11ª posições antes da chuva apertar, se viram em quarto e quinto com esse undercut.

Verstappen vê sua corrida ir de mal a pior e Piastri joga fora a vitória

Largando em uma inesperada pole position, Max Verstappen sabia que teria uma tarde bem difícil se a chuva voltasse. Mas mesmo com a pista úmida, as coisas não pareciam bem para ele, que escorregava demais nas curvas com sua asa traseira bem menor que a do segundo colocado Oscar Piastri e do terceiro Lando Norris, e que fazia com que ele usasse mais o pneu.

Ele seria ultrapassado pelas duas McLaren – inclusive saindo da pista na frente de Norris – antes da chuva forte cair, e só recuperou a posição com Lando por um problema no pit stop do britânico.

Mas isso não duraria muito. Na relargada da volta 21 (já com a pista menos molhada e depois também de um acidente com Isack Hadjar), o líder Piastri freia bruscamente, indo de 218 para 52km/h e é punido por pilotagem errática atrás do Safety Car. Logo depois, instantes antes da relargada, Verstappen perde o controle do carro e vai parar em décimo.

A punição é de 10s e seria paga na segunda parada dele, para trocar os pneus intermediários pelos de pista seca. Sem conseguir abrir 10s para Norris, isso quis dizer que ele voltou em segundo após a parada e viu o companheiro vencer pelo segundo fim de semana seguido.

Pódio de Hulk ou o primeiro de Hamilton na Ferrari?

Tudo isso aconteceu após o SC e ainda faltavam 30 voltas para o final. Stroll era o terceiro e Hulkenberg, o quarto, com Gasly em quinto e Hamilton em sexto. O britânico largou efetivamente em quarto e lá ficou, sem conseguir seguir as McLaren. 

Quando a chuva apertou, Hamilton perdeu muito tempo em sua última volta antes de entrar, pois seus intermediários já estavam muito destruídos. Foi assim que ele se viu em oitavo após a parada, pois tinha levado o undercut de quem parou antes.

Ele foi se recuperando e, na volta 27, estava atrás de Hulkenberg. Os dois passaram Stroll e passaram a disputar o pódio. Seria o primeiro de Hulkenberg ou o primeiro de Hamilton na Ferrari?

Hamilton chegou em Hulkenberg, mas não com uma diferença de performance – que, em Silverstone, é calculada entre 4 e 5 décimos – suficiente para passar e reportava que era difícil segui-lo de perto. A pista estava secando, então o pódio seria decidido pela escolha certa na hora de trocar os intermediários pelos pneus de pista seca.

“Tem alguém com slicks?”, pergunta Hamilton na volta 40. Alonso e Russell tinham parado e a Ferrari monitorava seus tempos. Alguns trechos ainda estavam molhados demais e Alonso era 8s por volta mais lento. No giro seguinte, Hamilton pede para parar e para colocar o pneu macio.

Era um pouco cedo ainda. Ele sai da pista duas vezes e o undercut que estava tentando fazer em Hulkenberg não funciona. O alemão para na volta seguinte, volta 8s na frente, já tendo a informação de que o rival teve dificuldades no primeiro setor. Ele tem muito cuidado ali, e não vive o mesmo drama. Nas 10 voltas que voltam, Hamilton não consegue diminuir a desvantagem a tempo e o alemão leva a Sauber ao pódio.

Live do GP da Grã-Bretanha

Mais uma “daquelas” poles de Max Verstappen em uma classificação super igualada em Silverstone. Mas será que ele vai conseguir aguentar a pressão das duas McLaren? E Mercedes e Ferrari conseguirão entrar na disputa pelo pódio?

Para o horário da live, atendendo a pedidos, vou fazer duas horas antes da largada, então às 9h da manhã do domingo. E aviso que só posso ficar no máximo até às 10h porque caso contrário não consigo entrar no grid.

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Futuro de Verstappen, evolução de Bortoleto – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #315

SORTEIO DO MÊS: Boné da equipe do Brad Pitt e mais uma surpresa

Aproveitando o lançamento do F1: O Filme, olha o que eu vou sortear neste mês de julho. Sim, é o boné oficial da equipe fictícia de Sonny Hayes!

Lembrando que TODOS os assinantes concorrem e eu divulgo o resultado na última quarta-feira do mês por aqui. Boa sorte!


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GP de grandes performances e uma lavada da McLaren

Foi um fim de semana cheio de ótimas performances. Lando Norris chegou ao Red Bull Ring dizendo que, se pudesse escolher um lugar para recobrar sua confiança depois da batida de Montreal, selecionaria o palco do GP da Áustria. E nem precisou fazer todos os treinos livres (no primeiro, cedeu o carro para o novato Alex Dunne) para dominar Oscar Piastri nos treinos e classificação, e depois controlar todas as tentativas de ataque do piloto australiano para vencer e diminuir sua desvantagem no campeonato para 15 pontos.

A Ferrari também teve sua redenção. Uma atualização no assoalho e difusor deixou o carro muito mais confortável para Charles Leclerc e Lewis Hamilton tentarem tirar o máximo de desempenho em uma volta lançada, e o monegasco chegou a se classificar em segundo. E terminou no pódio novamente, em terceiro, atrás de Piastri.

Gabriel Bortoleto conquistou seus primeiros pontos na F1 e foram logo quatro, resultado de um final de semana inteiro dentro do top 10, algo que dá para explicar em parte pela atualização da Sauber, um segundo passo depois das novidades da Espanha, e por quão confortável ele se sente no Red Bull Ring.

E Liam Lawson foi o melhor carro da Red Bull no sábado e terminou a corrida em sexto com a estratégia de uma parada que ajudou o piloto da Racing Bulls e Fernando Alonso, outro que teve uma performance marcante e inteligente, a somarem pontos.

Verstappen sai do páreo na terceira curva

Na largada, Norris manteve a ponta, Piastri deixou Leclerc para trás e Kimi Antonelli julgou mal a freada da curva 3, atingindo Max Verstappen, que tinha largado em sétimo lugar depois de uma classificação em que não conseguiu se entender com a sua Red Bull. 

A questão era se Piastri conseguiria fazer frente a Norris, o que foi respondido rapidamente. Usando as três zonas de DRS do Red Bull Ring, o australiano ficou sempre na cola do companheiro, de uma maneira inteligente. Com a asa móvel ativada, ele forçava o companheiro a usar mais a bateria no meio da volta, então sempre conseguia ficar a menos de 1s de distância.

Isso, mesmo com o forte calor do domingo na Áustria, o que geralmente pune os pneus e os carros no Red Bull Ring. Mas não a McLaren, que cresce em relação aos rivais quando está mais quente.

Para completar, uma mudança na suspensão deixou o carro mais plantado nas entradas das curvas mais rápidas. 

Eles, então, não tiveram rivais e, mesmo brigando entre si, abriam vantagem.

E quase batem, quando Piastri resolve atacar na curva 4, frita o pneu, e chega perto de bater com o companheiro

A McLaren então lhe dá a opção de parar uma volta depois, numa estratégia mais convencional, ou criar um offset, uma diferença de número de voltas entre seu segundo jogo de pneus e o de Norris. E é isso o que ele escolhe, parando quatro voltas depois. Isso lhe daria uma vantagem de 0s2 por volta e Piastri volta a chegar próximo de Norris, mas este stint, com os pneus duros, é muito consistente.

Então Piastri consegue se aproximar novamente, mas aí Norris já tem o controle e consegue neutralizar a vantagem que o companheiro tem com o pneu. No último stint, os dois voltam para o pneu médio, com Piastri sempre por perto, colocando pressão em Norris enquanto ele tem que lidar com retardatários, mas o inglês, desta vez, não erra.

Uma vitória importante para a confiança de Norris, ainda mais depois de um roda a roda que ele ganhou.

Ferrari cresce, mas tem problemas

Leclerc e Hamilton, contudo, tinham seus próprios problemas, sendo instruídos pela Ferrari a fazerem lift and coast para preservar os freios e as pranchas de legalidade. Os dois pilotos tiveram corridas solitárias, com Leclerc conseguindo desde o início ter uma vantagem em relação a Hamilton, que chegou a pedir para ficar na pista quando foi chamado aos boxes para sua segunda parada, mas não foi ouvido pelo time.

Era um risco desnecessário. Russell já tinha parado duas vezes e, antes disso, estava a 11s de Hamilton. Caso o pneu sofresse uma queda de rendimento, a Ferrari perderia uma posição sem motivo algum para ter corrido o risco.

Russell, duas semanas depois da vitória do Canadá, levou uma Mercedes que realmente não gosta do calor para casa com um quinto lugar.

As corridas de Lawson, Alonso e Bortoleto

Bortoleto saiu prejudicado da confusão provocada por Antonelli, tendo que ir para fora da pista para evitar Verstappen. Por dentro, Pierre Gasly e Alex Albon ultrapassaram o brasileiro. E atrapalharam seu ritmo nas primeiras 12 voltas. Gasly estava com os pneus macios e adotava um ritmo mais lento, e Albon abandonou logo após parar no box pela primeira vez.

Isso gerou dúvidas no pitwall da Sauber. Eles entendiam que a tática de uma parada era muito próxima em termos de tempo total que a tática de duas, e foram para a corrida sem uma decisão tomada a respeito do que seria melhor para Bortoleto, até porque sabiam que Liam Lawson, que tinha largado à frente dele, e Fernando Alonso, que largava em 12º, muito provavelmente iriam tentar fazer uma parada por não terem pneus médios ou duros suficientes para tentarem fazer algo diferente.

Eles decidiram se comprometer com a estratégia de duas paradas na volta 21, quando Bortoleto pediu para parar. Ele voltou no trânsito, e esse foi o segundo golpe na sua corrida.

Isso porque era o momento de ganhar tempo em relação a Lawson e Alonso, que já estavam bem lentos. Mesmo no trânsito, ele ganhou 5s em cima deles nessa fase, o que indica que poderia ter se aproximado muito mais antes da parada de ambos, nas voltas 32 e 33.

A tática inteligente de Alonso

E por que eu digo “de ambos”? É como se eles tivessem feito uma só corrida porque, sabendo que não tinha ritmo e, principalmente, não tinha velocidade de reta, Alonso só se certificou de que estava no DRS de Lawson e fez com que o neozelandês o carregasse por quase toda a prova, aproveitando que o circuito Red Bull Ring tem o maior percentual de tempo de volta com a asa móvel aberta.

Quando eles pararam, Bortoleto tinha 15s de vantagem e precisaria ou abrir mais uns 7s, o que era improvável porque agora eles tinham pneus novos, ou tentava ir o mais adiante possível para ter pneus novos para atacar no final.

Nesse momento, ele está a apenas 2s5 de Russell e o inglês é avisado que tem de aumentar o ritmo. E o faz. É um ritmo que a Sauber não tem, então o que a equipe espera é o momento de colocar o último jogo de pneus do brasileiro.

Eles demoram um pouco para fazer isso. Parando duas voltas antes, ele teria perdido 2s a menos e voltaria a 12s de Lawson com 20 voltas para o final.

Ele voltou com mais de 14s de diferença e chegou em Alonso com cinco voltas para o final. O espanhol já não tinha o DRS de Lawson, mas conseguiu uma ajudinha no final com o líder Norris e se manteve na sétima colocação, com Lawson em sexto. E Bortoleto ficou com o oitavo lugar.

Como Hulkenberg foi de último para nono

Mas o oitavo lugar de Bortoleto não seria o único resultado positivo da Sauber no GP da Áustria. Nico Hulkenberg tinha largado em último, com os pneus macios. A tática era parar cedo e fugir de qualquer trenzinho de DRS que pudesse se formar, correndo com pista livre e usando o ritmo que a Sauber tinha, e que não foi aproveitado pelo alemão por um erro na classificação.

E ele usou esse ritmo no domingo: penúltimo quando parou, na volta 12, ele caiu para a última posição e, depois que todos fizeram a sua primeira parada, era nada menos que sétimo. Depois, o alemão parou de novo na volta 42, voltou em 11º e ganhou duas posições com a parada de Ocon e ultrapassando Hadjar. Com isso, Hulkenberg pontuou pelo terceiro GP seguido.

Live do GP da Áustria

Pole importante de Lando Norris e o melhor fim de semana até aqui de Gabriel Bortoleto na F1. São dois pilotos que gostam muito do circuito Red Bull Ring e que estão precisando de um bom resultado. A Ferrari deu um passo e a Red Bull ficou perdidinha na classificação.

Os assinantes Credenciados e Uniformizados podem ir preparando as perguntas para a nossa live. Aliás, me cobrem para falar de onde estão vindo os rumores sobre o Fred Vasseur!

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Drugovich, desmandos da FIA e a guerra – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #314

E a ganhadora do sorteio do mês é…

Isabela Marques foi sorteada entre TODOS os assinantes do No Paddock e vai receber em casa esse brinde muito especial: uma miniatura da McLaren MP4/4 em um estilo diferente, como se estivesse prestes a ser apresentada.

Lembrando o sorteio é feito em parceria com a Carv Racing. E mês que vem tem mais!

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Norris em baixa e a F1 em alta – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #313

SORTEIO DO MÊS: Uma miniatura diferente da McLaren do 1º título do Senna

Aqui está o brinde que vou sortear na última quarta-feira de junho: uma miniatura da McLaren MP4/4 em um estilo diferente, como se estivesse prestes a ser apresentada.

Lembrando que TODOS os assinantes participam do sorteio, que é feito em parceria com a Carv Racing. Boa sorte!

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De onde veio o pódio duplo da Mercedes no GP do Canadá

Um dos fatores que tornam a F1 interessante é como o “campo de jogo” vai mudando a cada corrida, obrigando os jogadores a se adaptarem e expondo seus pontos fortes e fracos. É quase como no tênis, pela maneira como você tem que adaptar seu jogo ao saibro, à grama, à quadra rápida.

E o ”campo de jogo” do GP do Canadá tirou a vantagem da McLaren e a colocou na Mercedes.

E olha que nem o time de Brackley acreditava muito nisso antes da corrida começar e mesmo tendo garantido a pole com George Russell e o quarto lugar com Kimi Antonelli. O motivo era o aumento da temperatura, com 25ºC de ambiente e 50ºC de pista. Será que o terror do time em etapas anteriores, o superaquecimento dos pneus, iria voltar a aparecer?

Verstappen tenta forçar pneus de Russell

A Red Bull apostava nisso e instruiu Max Verstappen a adotar um ritmo forte para pressionar Russell a também acelerar desde o início. E quem acabou primeiro com seus pneus? O próprio Verstappen, que acabou ficando exposto por duas vezes ao ataque de Kimi Antonelli, que por sua vez tinha deixado Oscar Piastri para trás logo na primeira volta.

Verstappen, inclusive, agradeceu Lando Norris pelo Safety Car causado no final da prova, pois seus pneus já tinham começado a dar sinais de desgaste acentuado. Nas duas vezes em que Kimi se aproximou, a Red Bull o chamou ao boxes. Desta vez, ele teria que aguentar até o final das 70 voltas.

Mas não vimos como esse filme terminaria. O que vimos foi a Mercedes vencendo a primeira do ano, com Russell coroando uma primeira parte de temporada bastante consistente, e o primeiro pódio de Antonelli, que se recuperou bem ao longo do fim de semana em uma pista que não conhecia.

A corrida de Russell foi ditada por Verstappen no início: o líder parou na volta 13 para trocar os médios por duros somente para cobrir o pitstop do rival. Mas depois o piloto da Red Bull já não conseguia mais segui-lo de perto e ele pôde esperar mais cinco voltas para parar pela segunda vez, colocar outro jogo de duros e ainda voltar tranquilo à frente do holandês.

Mas por que a Mercedes foi tão bem? 

Eles claramente entendem como acertar o carro para Montreal e não é de hoje. A pista não tem curvas de alta velocidade, em que eles sofrem bastante, e aquela dúvida sobre o superaquecimento dos pneus foi sanada durante a corrida: essa superfície nova de Montreal, que estreou na corrida chuvosa de 2024, é tão lisa que, combinada com a falta de curvas que colocam muita energia nos pneus, faz com que as temperaturas fiquem sob controle.

Então os fatores que prejudicam a Mercedes não estavam “em jogo”, demonstrando as qualidades do carro em tração e no equilíbrio em curvas de baixa.

E isso nos leva à pergunta: mas e a McLaren? 

Na prova das “primeiras vezes”, como sempre costuma acontecer no Canadá, eles estiveram fora do pódio pela primeira vez no ano, e isso aconteceu por falta de ritmo puro.

Piastri até conseguiu colocar o carro em terceiro no grid, mas logo caiu para quarto e lá ficou. Não longe de Antonelli, mas sem atacá-lo do jeito que o italiano fazia com Verstappen. No seu segundo stint, ele até conseguiu criar um tyre offset (uma diferença de número de voltas no pneu) de sete voltas, e só assim chegou mais perto no final da prova.

O problema para Piastri foi que ele tinha seu companheiro, Lando Norris, com pneus mais novos que os dele vindo muito rápido. Norris se classificou mal, assim como Charles Leclerc, e ambos fizeram a primeira parte da prova com os pneus duros. Acabaram parando cedo demais para tentar fazer só uma parada, e então tomaram caminhos diferentes: Leclerc colocou mais um jogo de duros porque a Ferrari queria minimizar ao máximo o tempo com os médios na pista, e Norris não só colocou o pneu de faixa amarela, como adotou um ritmo alucinante, que permitiu que ele chegasse em Piastri no final da prova.

Norris estava claramente melhor, mas não conseguiu usar isso para ultrapassar. Colocou o carro onde não havia espaço e tocou na traseira do companheiro que, por sorte, não ficou por ali também.

Piastri agradeceu e abriu 22 pontos de vantagem na disputa pelo campeonato. 

Tática de uma parada funciona para Hulk, Ocon e Sainz

Faltou rendimento para as Ferrari chegarem nessa briga, principalmente para Lewis Hamilton, que atropelou uma marmota no começo da prova e perdeu 20 pontos de aerodinâmica no carro.

Fernando Alonso conseguiu não ser atrapalhado pelos pilotos que estavam na tática de uma parada e conseguiu levar a Aston Martin ao sétimo lugar, enquanto os outros três pilotos do top 10 fizeram a estratégia de uma parada funcionar.

No caso de Hulkenberg, a ultrapassagem dupla em Colapinto e Albon no início da prova foi fundamental, permitindo que ele se livrasse de trenzinhos de DRS, levasse o pneu médio até a volta 19 e conseguisse fazer 51 voltas no pneu duro na segunda parte da corrida.

Esteban Ocon e Carlos Sainz fizeram ainda mais do que isso: foram 57 voltas no pneu duro desde o início da prova, ou seja, com mais combustível do que Hulkenberg. Com isso, saíram de 14º e 16º, respectivamente, para a zona de pontos, algo particularmente impressionante para Ocon, uma vez que a Williams de Sainz estava bastante rápida em Montreal e só se classificou tão atrás porque o espanhol foi atrapalhado.

O que não deu certo para Bortoleto

Foi essa mesma tática que Gabriel Bortoleto, que largou em 15º, não conseguiu executar tão bem. O brasileiro segurou Sainz até a volta 15 e talvez tenha usado demais seus pneus duros com isso, pois passou a ter uma fase intensa de graining até que, lá pela volta 30, a situação começou a melhorar. O graining limpou, o que é comum, e ele conseguiu levar o pneu até a volta 50.

Essa fase de graining fez com que seu ritmo não fosse tão forte por um bom tempo e o afastou de Sainz e Ocon. Foram 10s perdidos em 15 voltas. 

A segunda parte da tática era parar o mais tarde possível para ter pneus bem mais frescos que os rivais para criar um tyre offset e atacar no final, e por isso a Sauber esperou até a volta 50 (sete voltas a menos que Ocon e Sainz). Bortoleto passou Hadjar e Gasly até que veio o Safety Car e neutralizou a corrida até o final.

Live do GP do Canadá

George Russell vai sair na pole position do GP do Canadá, sua primeira do ano, com contas a acertar com Max Verstappen, reeditando a primeira fila do ano passado, numa corrida vencida pelo piloto da Red Bull. Mas os dois têm que ficar de olho no líder do campeonato, Oscar Piastri, que larga em terceiro, enquanto as Ferrari e Lando Norris tentam corridas de recuperação.

E você já pode ir separando sua pergunta para a live, que começa às 13h deste domingo, pelo horário de Brasília.

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Sauber melhorando, olhos em Verstappen – Newsletter do No Paddock da F1 com a Ju #312

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Podcast com Fernando Paiva: Ferrari tem jeito? Newey vai brilhar de novo?

Uma vida dedicada ao automobilismo, permeando entre a engenharia e o business, fazem do Fernando Paiva um personagem excepcional para se conversar. Ele convive nas entranhas do esporte, sabe de um monte de história boa, e tem a opinião embasada de quem conheceu muitos dos personagens essenciais da Fórmula 1 nos últimos 30 anos.

Tive que perguntar a opinião dele sobre a Ferrari e sua fila que já está chegando naquela terminada com os títulos de Schumacher, e sobre Newey e sua fama de gênio que precisa do ambiente perfeito para trabalhar.

Era tanto conteúdo pra tratar que esse papo vai ser dividido em duas partes. Nesta primeira, a gente fala mais sobre a parte de engenharia, sobre como os grandes engenheiros se tornaram imortais na F1.

Deixo aqui o podcast que gravei com o sócio do Fernando na empreitada da Minardi, Octávio Guazzelli. Vale muito a pena conferir!

Confira os outros episódios clicando aqui. Se você é assinante VIP, Credenciado ou Uniformizado e não está vendo o arquivo, certifique-se de ter feito o login no site.

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Os Podcasts fazem parte do conteúdo exclusivo dos assinantes do No Paddock da F1 com a Ju. As assinaturas começam em R$18!

Qual é a chance de Drugovich? – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #311


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Como Verstappen roubou a cena e a tranquilidade da dobradinha da McLaren na Espanha

Foi lá pela décima volta que Max Verstappen teve a certeza de que não poderia lutar contra as McLaren, vendo Oscar Piastri abrir a diferença na ponta e Lando Norris colocar muita pressão tentando a ultrapassagem depois de ter perdido a segunda posição para o holandês na largada. Ou pelo menos lutar com as mesmas armas.

A Red Bull tinha chegado ao GP da Espanha acreditando que, com as curvas rápidas em que conseguiu endurecer o jogo no Japão e em Imola, e com a diretiva técnica que controlava mais a flexibilidade das asas dianteiras, poderia lutar pelo menos de igual a igual com a McLaren, mas as coisas não estavam correndo como programado. O carro parecia nervoso, os líderes do campeonato não perderam nada com a nova asa, fazia muito calor em Barcelona e o melhor controle de temperaturas dos pneus deles estava fazendo a diferença.

Verstappen, então, mudou sua estratégia de duas para três paradas. Estaria livre para forçar o tempo todo, mas teria que descontar o tempo de uma parada a mais. As McLaren e a maioria do grid fariam duas.

Red Bull muda a estratégia para três paradas

Verstappen entrou na volta 13. Alguns pilotos já tinham feito suas primeiras paradas: Hulkenberg parou na volta 9 arriscando um undercut em Pierre Gasly e outros pilotos que estavam nas últimas posições também tentaram sair do trânsito.

Verstappen estava a 5s de Piastri quando parou, e voltou 5s à frente, na liderança da prova, quando o australiano fez sua primeira parada na volta 22. E é aí que as coisas começam a ficar interessantes.

O ritmo de Verstappen é bem forte. Na volta 34, ele está a 9s da McLaren tendo parado uma vez a mais, ou seja, está no meio do caminho para fazer a estratégia funcionar basicamente tendo feito meia corrida. E a McLaren pede a seus pilotos para eles forçarem o ritmo. A resposta? Não temos mais pneu para fazer isso.

A diferença chega a cair um pouco, mas se estabiliza antes do que seria a última parada dos três pilotos – a segunda de Piastri e Norris, a terceira de Verstappen. E finalmente a McLaren respiraria aliviada.

Ou mais ou menos. A Mercedes de Antonelli teve uma quebra e causou um Safety Car com 10 voltas para o final. A Red Bull tinha duas opções: se deixasse Verstappen na pista, com pneus macios de sete voltas, ele iria para a liderança, pois as duas McLaren tinham parado à frente dele; e se decidisse parar, ele teria pneus novos, mas duros, que não foram usados por mais ninguém.

Eles optaram pela segunda opção, o que deixou Verstappen furioso. A raiva não diminuiu quando ele escorregou nos pneus duros na relargada, viu Charles Leclerc tomar a terceira posição e George Russell o pressionar na primeira curva. O holandês saiu da pista para se defender e ouviu da equipe que teria que devolver a posição.

Ainda mais irritado, Verstappen deixou Russell passar e, logo em seguida, deixou o carro espalhar para cima do inglês, causando uma colisão pela qual seria punido com a perda de 10s no resultado final. Com isso, caiu para décimo. No dia seguinte, Verstappen admitiria por meio de suas mídias sociais que não deveria ter jogado o carro para cima de Russell, que ficou sem entender muito bem o que estava acontecendo e terminou em quarto.

Hulkenberg coloca a Sauber em quinto

Mais atrás dessa confusão toda acontecia outra grande história da prova. Nico Hulkenberg largou em 15º com uma missão: usar a vantagem dos pneus novos que tinha à disposição por conta da classificação ruim para mostrar que a atualização da Sauber tinha surtido efeito.

Hulkenberg pulou para a 11ª colocação na primeira volta, e estava na zona de pontuação na terceira, após passar Fernando Alonso.

Ele foi um dos primeiros a parar, trazendo consigo Gasly, que respondeu à tentativa de undercut. A Racing Bulls optou por deixar Isack Hadjar na pista, perdeu a posição momentaneamente para Hulk, mas depois o francês recuperou o posto na pista, mas ambos passaram Gasly no segundo stint.

Essa parte da prova foi importante para Hulkenberg, que conseguiu levar o pneu médio até a volta 45 com um bom ritmo. Para efeito de comparação, as McLaren, com um carro bem mais equilibrado, estavam indo até a volta 47 e 48 tendo trocado os macios pelos médios 13 voltas depois do alemão!

A Sauber na verdade tentou o mesmo com Bortoleto, mas ele tinha perdido terreno tendo ficado bem mais tempo na pista com os macios no começo e já estava 18s atrás do companheiro antes da segunda parada dele, mesmo tendo largado três posições à frente. Foram 14s perdidos desde a primeira parada de Hulkenberg.

Essa diferença de tempo construída no segundo stint foi suficiente para que Hulkenberg não perdesse posições com sua segunda parada, e depois ainda pudesse fazer um terceiro pit stop no Safety Car provocado por Antonelli.

Novamente usando um jogo de pneus novos, Hulkenberg foi à caça de Hadjar e depois de Lewis Hamilton, que tinha problema de equilíbrio no carro e também mecânicos, para ser quinto colocado.

Hamilton terminou em sexto, com Hadjar em sétimo em mais um final de semana consistente, e as duas últimas posições nos pontos ficaram com Gasly e Alonso, que aproveitou as voltas finais para ultrapassar Bortoleto e Lawson, que arriscaram não parar no último Safety Car.

Live do GP da Espanha

Pole de Oscar Piastri em um momento em que Lando Norris estava ensaiando uma reação no campeonato, e uma primeira fila da McLaren na estreia na diretiva técnica que aumentou o controle nas asas dianteiras. Com a Sauber atualizada, Gabriel Bortoleto conseguiu seu melhor resultado até agora em classificações. E que história é essa da Mercedes voltar a se interessar em Verstappen? Tem bastante assunto para a nossa live, que começa às 17h.

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A briga do momento nos bastidores – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #310

E o vencedor desse volante lindíssimo é…

O Walter Paulino Fontenele, que é assinante Setor B, deu muita sorte e foi o sorteado do mês! Ele vai levar para casa esse presente incrível que faz parte da minha parceria com a Carv Racing e é oferecido por eles! Não deu sorte dessa vez? Mês que vem tem mais uma chance de ganhar!


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Uma tentativa frustrada de mudar Mônaco e a volta de Norris

A receita para vencer em Mônaco e em Singapura nos últimos anos tem sido adotar o ritmo mais lento possível e não deixar nenhum espaço abrir no pelotão para que os rivais parem. Com a obrigatoriedade do uso de três jogos de pneus na corrida deste ano, isso teria que ser feito duas vezes, o que significava andar tão lentamente que foi uma fórmula que nem todo mundo seguiu.

O ponto central para entender a cara da corrida de Mônaco é a diferença necessária para que se tenha uma ultrapassagem, muito maior do que em outras pistas: os cálculos das equipes são de que, se um carro for 4s5 mais rápido que o rival que está à frente, ainda assim ele tem 50% de chance de passar.

É por isso que você consegue adotar um ritmo tão absurdamente lento e mesmo assim um trenzinho formar atrás de você.

É claro que o tamanho dos carros atuais não ajuda em nada, mas vamos lembrar que não é um problema novo. Um caso famoso foi quando Enrique Bernoldi segurou o então vice-líder do mundial David Coulthard por metade da corrida em 2001.

Mônaco precisa de aditivos

Mônaco deve ser apreciada no sábado. No domingo, é uma corrida que precisa de aditivos. SC, bandeira vermelha, chuva. Essa regra nova demonstrou não ser um aditivo suficiente, mas também não comprometeu o resultado.

Até porque o piloto que foi o mais rápido quando importava venceu a prova. Lando Norris teve um fim de semana importante, retomando a confiança no carro na classificação, enquanto o ainda líder do mundial Oscar Piastri nunca pareceu à vontade com o carro e só chegou em terceiro porque a McLaren é muito forte em curvas de velocidade média.

E Charles Leclerc se colocou entre eles – e teria vencido se tivesse feito a pole – porque o problema da Ferrari em extrair rendimento de pneus novos na classificação não é algo tão importante em Mônaco, e também porque ele é um especialista nesta pista.

Os três fizeram basicamente a mesma estratégia, largando com pneus médios e depois fazendo dois stints nos duros no caso da McLaren, um com duro e um com médio para Leclerc. As paradas foram mais para cobrir um ao outro, aproveitando os espaços no pelotão deixados pelo que estava acontecendo mais atrás.

Max Verstappen tinha que tentar algo diferente

A Red Bull sempre fica devendo nessas pistas mais lentas e eles tentaram de tudo com a alocação de pneus mais voltada à classificação (o que fez com que ele fosse para a prova com um jogo de médios e um de duros, o que significava que teria que usar macios na corrida.

A ideia era largar com duros e fazer dois stints bem longos para conseguir lucrar com algum SC ou especialmente bandeira vermelha no final. Com isso, ele usaria os três jogos regulamentares economizando tempo em uma das trocas. Por isso, Verstappen esperou até o finalzinho para parar, e poderia ter vencido a prova se uma bandeira vermelha tivesse aparecido.

Mais atrás, os jogos estavam bem mais extremos

Isack Hadjar tinha largado em quinto, de médios, e tendo também que usar os macios em algum momento. Sem um SC, ele precisava de pista livre para parar duas vezes perdendo o mínimo possível de posição de pista. Seu companheiro, Liam Lawson, estava quatro posições atrás, e teria a missão de criar esse espaço.

A corrida de Hamilton

Hadjar sabia que sua corrida não seria com Alonso e Hamilton, que largavam com duros e não iam tocar nos macios na prova. A presença de Alonso à frente de Hamilton (após uma punição de três posições sofrida pelo inglês por atrapalhar Verstappen na classificação) foi o primeiro golpe na corrida do piloto da Ferrari.

Antes da parada antecipada para fazer o undercut na Aston Martin, Hamilton já tinha perdido 15s em relação aos líderes. Depois, perdeu quase 20s no trânsito a mais que Norris dos retardatários. Para piorar, ele pegaria a turma toda de novo após sua última parada, o que não aconteceu com os ponteiros. Cruzou a linha de chegada 51s atrás, sem entender muito bem o porquê.

Alonso abandonaria, deixando mais cinco posições em aberto nos pontos. Esteban Ocon se deu bem: ele se aproveitou do espaço aberto por Lawson para Hadjar e fez suas duas paradas logo no começo, entre as voltas 16 e 28, e chegou em sétimo,  entre o francês e o neozelandês.

Qual foi o jogo de Lawson?

O piloto da Red Bull tinha a missão de andar 40s mais lento do que poderia, para que seu companheiro fizesse duas paradas e usasse os três jogos de pneus regulamentares sem perder posições. Dito e feito: Hadjar parou na volta 14 e logo depois na 19, e foi até o fim.

A partir da volta 20, Lawson aumentou o ritmo (ele foi 2s mais rápido que na volta anterior assim que o companheiro parou) porque agora ele precisava abrir espaço para ele mesmo parar, o que foi facilitado porque outra equipe adotaria a mesma tática: a Williams.

Hora da Williams jogar

Na volta 19, Albon era décimo com o pneu médio e Sainz era 11º com o pneu duro e eles tinham duas paradas ainda pela frente. Demorou um pouco para eles perceberem o que tinham que fazer porque é só na volta 25 que Sainz começa a virar 3s por volta mais lento, abrindo espaço entre ele e o companheiro.

Albon faz duas paradas em oito voltas, na 32 e 40, e volta logo à frente de Sainz. É a hora de retribuir o favor: ele deixa o companheiro passar e começa a andar bem lento. Sainz para na volta 48 e depois na 54, e não perde posição nenhuma. Os dois pontuam porque, a essa altura, Alonso já tinha abandonado.

Mercedes na terra de ninguém e a corrida de Bortoleto

À Mercedes, restou esperar por alguma bandeira vermelha ou algo do tipo. Eles já estavam tão longe dos pontos porque seus pilotos, que largavam fora do top 10, tinham perdido tempo com a tática dos demais e não tinham parado. Eles estavam na pior situação possível porque, se estivessem entre os últimos poderiam ter feito as paradas cedo, como fez Bortoleto, e depois lucrado com quem ficou apostando em algum “aditivo” para a corrida.

Bortoleto se complica na primeira volta

A corrida de Bortoleto tinha se complicado na primeira volta. Ele passou Antonelli por fora no hairpin e depois foi surpreendido por como o italiano mergulhou por dentro na Portier, não conseguiu fazer a curva e tocou a asa dianteira no guard rail.

Bortoleto foi outro que focou na classificação, então só tinha um médio e um duro guardados para a corrida. E a Sauber aproveitou que o ritmo lento de Lawson significava que ele conseguia voltar rapidamente ao pelotão para cumprir o regulamento dos três jogos de pneus com paradas na 26 e 35, quando ele voltou para o mesmo jogo de médios do início da corrida para fechar em 14º.

No final das contas, talvez a gente não lembre do GP de Mônaco por nada disso. E, sim, como o início de uma nova fase para Norris no campeonato.

Live do GP de Mônaco

Lando Norris voltou à pole position depois de sofrer por várias provas com as classificações, e logo em Mônaco. Mas ele não estava muito confiante pelas oportunidades abertas pela regra que obriga os pilotos a usarem três jogos de pneus durante o GP de Mônaco.

Seria pessimismo demais? De fato, não tem sido um Mônaco fácil, com a incerteza a respeito de quais pneus serão necessários para a corrida e também com o C6 dando mais trabalho para alguns do que para outros. Mas a maioria dos pilotos não acha que a nova regra vai mudar muita coisa, e esse vai ser um dos assuntos da live da oitava etapa do campeonato.

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Evolução da Red Bull ou queda da McLaren? Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #309

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Como o GP de Imola surpreendeu até quem ganhou

O GP da Emilia Romagna foi o primeiro da temporada em que dá para afirmar que a McLaren não teve o melhor carro. O conjunto Red Bull-Max Verstappen começou a corrida imaginando que sua única chance seria fazer a primeira parte da prova com ar limpo e depois tentar evitar de alguma forma o undercut. Mas lá pela volta 10 percebeu que o cenário era diferente.

Mesmo com condições iguais de pneu em relação a Verstappen e ar limpo no seu segundo stint, entre as voltas 31 e 45, Lando Norris até foi mais veloz que o holandês, mas a diferença foi mínima e Verstappen não tinha motivos para forçar, já que estava 20s na frente em uma corrida em que estratégia e sorte andaram lado a lado.

O papel das atualizações da Red Bull

A Red Bull levou a Imola o resto do pacote de mudanças que começaram com o assoalho de Miami, tendo aliviado significativamente os desequilíbrios no meio das curvas que vinham marcando o ano deles. Mais equilíbrio significa que o carro escorrega menos, e superaquece menos os pneus.

Verstappen destacou que a Red Bull sempre pelo menos faz frente à McLaren nas curvas de alta velocidade. Isso foi verdade em Suzuka e na Arábia Saudita, mas foram duas corridas decididas pela posição de pista = vantagem de correr com a cara para o vento.

Em Imola, houve um elemento a mais. 

O superaquecimento dos pneus na etapa italiana foi mais na superfície do que interno, porque os pneus eram efetivamente macios demais para a pista – algo que a Pirelli fez de propósito, diga-se de passagem, levando o pneu C6, feito para classificações em pistas de rua, para as curvas de alta de Imola. Então é diferente do superaquecimento de Miami, China ou do Bahrein.

Então você junta a performance ligeiramente superior da Red Bull nas curvas de alta a uma evolução muito provavelmente trazida pelos upgrades no equilíbrio do carro – que, por sua vez, ajuda na manutenção da temperatura do pneu – e aí fica mais fácil explicar o que vimos no domingo.

Por que Piastri parou tão cedo?

Todos foram para a corrida com a ideia de fazer uma parada, mas com dúvidas em relação à consistência do pneu médio (que, na prática, era o C5 que eles evitaram a todo custo em 2024). Tanto é que a maioria tinha um jogo de médios e dois jogos de duros, preparando-se para a eventualidade de um SC ou a necessidade de parar duas vezes.

Eis que, lá pela volta 8, vários pilotos começam a relatar dificuldades com os pneus médios e os tempos de volta refletem isso. Quem estava preso atrás de rivais mais lentos (Leclerc atrás de Stroll, Gasly atrás de Bortoleto) aproveitou para arriscar antecipar a parada e, muito provavelmente, ir para a estratégia de dois pits, tentando buscar ar limpo para exercer seu ritmo.

Isso gerou um efeito cascata: Russell, Sainz e Alonso reagiram a Leclerc e, mesmo assim, perderam a posição para ele. Vendo o poder do undercut e também sentindo que os pneus estavam acabando, Piastri parou.

Essa decisão seria desastrosa para esse grupo por motivos difíceis de prever naquele momento. 

Na região em que Gasly estava, Bortoleto, Lawson e Colapinto eram os únicos na mesma estratégia (os demais tinham largado com os duros). Lawson entrou na volta seguinte e ambos já tinham feito o undercut em Bortoleto quando a Sauber o chamou aos boxes. O time, depois, admitiu que demorou a reagir, enquanto a opção da Alpine foi dividir as estratégias e manter Colapinto na pista.

Todos os pilotos que responderam a essa queda momentânea do rendimento do pneu tiveram resultados abaixo do que o ritmo indicava que teriam. Isso porque um Safety Car Virtual seria acionado na volta 29, quando uma segunda parada era inevitável pelos 10s que se economiza fazendo o pitstop nesta situação, mas que veio cedo demais para levar o segundo (e último) jogo de pneus duros até o final com bom rendimento.

A situação desses pilotos só piorou quando um Safety Car foi acionado na volta 45: eles não tinham outro pneu para usar e tiveram que ficar na pista. Ou, no caso das duas Aston Martin e de Bortoleto, colocar um médio usado, o que só Alonso conseguiu aproveitar (com o pneu usado na classificação, enquanto o de Bortoleto era o mesmo do primeiro stint).

Qual era a estratégia perfeita?

É claro que não dá para prever quando um SC será acionado, mas você vai para a corrida com alguns planos dependendo dos dados que a própria corrida oferece. 

Lá pela volta 15 (lembrando que a previsão da Pirelli era de que seria necessário levar os médios até mais ou menos a volta 20 para conseguir fazer uma parada), só cinco pilotos que largaram com o pneu amarelo seguiam com ele. 

E, depois de passada aquela fase ruim que fez com que outros mudassem os planos, estavam todos de olho nos pilotos que largaram com os duros, especialmente Antonelli e Hamilton, que vinham juntos, e Tsunoda. O stint deles não estava sendo tão tranquilo quanto se imaginava, o que significava que quem estivesse de médio teria que alongar ao máximo o stint para não sofrer com os duros no final. Lembrando que os duros em Imola eram o C4, ou seja, pneus na verdade ainda bem macios.

Por isso Verstappen, Norris, Albon e Hadjar seguiram na pista, mesmo já sentindo que o pneu estava indo embora. Norris acabou parando uma volta antes do Safety Car Virtual. Os outros três conseguiram a parada “econômica” do VSC.

E, depois, esses pilotos ainda tinham à disposição seu último jogo de pneus duros para a parte final, após um período de Safety Car real na pista.

Os pilotos com estratégia inversa

Para quem largou com o pneu duro, o ideal seria que esse VSC ou SC tivesse surgido mais tarde na corrida, pois eles tinham que fazer muitas voltas com o pneu médio e ficariam expostos no final.

Isso aconteceu com Hulkenberg, que permaneceu na pista quando o SC foi acionado porque perderia muitas posições. O mesmo aconteceu com Tsunoda, que ainda assim conseguiu pontuar, tendo largado dos boxes após forte acidente na classificação.

No final, Verstappen venceu com Norris em segundo e Piastri em terceiro. Hamilton foi de 12º a quarto com aposta de largar com o pneu duro e Albon, com a estratégia mais otimizada do dia em Imola, foi o quinto.

Aí veio a turma que dificultou sua corrida com a parada cedo no início: Leclerc, Russell e Sainz, seguidos por outro piloto que fez a tática certa, Hadjar, e com Tsunoda fechando o top 10.

Live do GP da Emilia Romagna

Oscar Piastri ganhou uma disputa bem apertada com Max Verstappen pela pole position do GP da Emilia Romagna, com Russell tentando uma estratégia diferente para entrar no bolo e ficando em terceiro. Na mesma tática, Fernando Alonso conseguiu o quinto lugar, enquanto as Ferrari ficaram de fora do top 10. Foi uma classificação com dois acidentes, e Gabriel Bortoleto aproveitou para ir para o Q2 pela segunda vez seguida.

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Podcast: Um brasileiro dentro da Liberty Media

O que eu mais gosto de fazer aqui no podcast é conseguir trazer para vocês personagens brasileiros que convivem entre os grandes na Fórmula 1 e que não costumam dar entrevista e vocês não vão ver em outros lugares. Então eu fiquei muito feliz quando o Rodrigo Azevedo, editor e produtor sênior do Creative Studio da F1, topou conversar com a gente.

Ele é responsável por vários conteúdos legais que vocês veem no Youtube da F1 e também no F1TV e é um caso raríssimo de não inglês que trabalha para a Liberty Media na Fórmula 1, o que é um atestado de competência por si só.

Aqui o Rodrigo conta de uma maneira bem gente como a gente como saiu do interior de Santa Catarina para chegar até lá, como conseguiu ficar mesmo tendo atolado um caminhão na brita do Circuito da Catalunha logo no seu primeiro GP e conta sobre como são os bastidores de trabalhar com os pilotos.

Ficou claro que o papo renderia mais alguns episódios…

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Olhos voltados à Red Bull em Imola – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #308

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Que bagunça na Alpine – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #307

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A corrida em que a McLaren assombrou e que Norris deveria ter vencido

Se Lando Norris perder o campeonato no final do ano, o GP de Miami vai ser daquelas corridas em que ele vai olhar para trás e pensar “é, eu deveria ter vencido essa”. E a pedra no seu caminho nem terá sido o companheiro Oscar Piastri. Mas, sim, Max Verstappen.

Norris largava em segundo, lado a lado com o holandês, com Piastri só em quarto após uma classificação em que ambos os pilotos da McLaren sofreram com a imprevisibilidade do carro nas freadas. Era uma chance de ouro de pontuar bem, principalmente depois de ter vencido a sprint, com a ajuda de um Safety Car, mas também por ter conservado melhor os pneus que Piastri, aproximando-se do australiano na parte final da corrida curta.

Norris foi para cima de Verstappen na largada, o holandês pareceu perder um pouco o carro, e o inglês ficou sem espaço, indo para a área de escape e voltando à pista em sexto, enquanto Piastri passava Kimi Antonelli, em seu melhor final de semana na F1 até aqui, na quarta volta, a ia à caça do líder.

Piastri x Verstappen

Foram seis voltas em que Piastri ficou na zona de DRS de Verstappen, a partir do oitavo giro. Ele demonstrou um repertório vasto e passou o holandês quando Verstappen tentou frear bem dentro da curva fora da trajetória ideal e travou o pneu.

Era a volta 14 e Norris já era o segundo colocado, tendo superado ambas as Mercedes. Ele estava a menos de 2s dessa briga. Na volta seguinte, já estava no DRS de Verstappen que, a essa altura, era 2 segundos por volta mais lento que Piastri.

Mas como isso é possível em uma temporada em que a McLaren se coloca como “pau para toda obra”, mas nunca com uma vantagem tão grande? A resposta estava na temperatura da pista, mais alta do que em qualquer outro GP disputado até aqui. E é aí que a habilidade de manter as temperaturas dos pneus traseiros mais baixas faz a diferença.

Norris x Verstappen

Mas Norris não consegue usar isso. Os pneus de Verstappen já estavam acabados quando o inglês chegou nele e, mesmo assim, ele precisou de quatro voltas para passar. Nisso, Piastri tinha aberto nada menos que 9s. E, na prática, tinha garantido sua vitória.

Assim como na sprint, Norris voltou a demonstrar que tinha mais controle da degradação de pneus que seu companheiro, e foi diminuindo sua desvantagem. No final das contas, o chefe da McLaren, Andrea Stella, não se decepcionou tanto com as voltas perdidas atrás de Verstappen: não fosse isso, ele teria que lidar com uma batalha direta entre o líder e o vice-líder pela vitória.

Como Russell chegou ao pódio

A vantagem de ambos só aumentou quando um Safety Car Virtual foi acionado na volta 28, quando Oliver Bearman estacionou sua Haas na área de escape com problemas na unidade de potência da Ferrari. Isso porque Verstappen já tinha feito a sua única parada, trocando os médios pelos duros, e acabou sendo superado por George Russell, que entrou no VSC, assim como as duas McLaren.

Foi assim, inclusive, que Russell também ganhou a posição do companheiro Antonelli, que também tinha parado antes do VSC. Após as paradas, o top 6 ficou com Piastri abrindo 23s de vantagem para Russell, com Norris entre eles, Verstappen em quarto 3s atrás da Mercedes, Albon em quinto e Antonelli em sexto.

Confusão na Ferrari

Atrás do italiano, começou uma disputa intensa entre Sainz, sétimo, e as Ferrari de Leclerc e Hamilton, que estavam em estratégias diferentes. Tendo largado mais atrás, o inglês agora estava com pneus médios, e quase conseguiu passar os dois de uma vez.

As duas Ferrari passaram Sainz e foram atrás de Antonelli, com Hamilton pressionando pela inversão, já que acreditava ter mais chances de passar o italiano com o pneu médio do que Leclerc com o duro.

Irritado com a demora da equipe em ordenar a troca, Hamilton lançou algumas mensagens irônicas via rádio. Ouviu que podia trocar de posição, mas não conseguiu ameaçar Antonelli. E eles inverteram de volta as posições para cruzarem a linha de chegada em sétimo e oitavo, em um fim de semana em que os dois pilotos da Ferrari tiveram dificuldade em tirar o máximo de rendimento do carro com pneus novos.

Confusão na Williams

Nesse troca-troca de posições, Sainz voltou a se aproximar e fez uma tentativa meio desesperada de ultrapassar Hamilton na última volta, algo talvez explicado por também não estar nem um pouco satisfeito com como as coisas tinham se desenrolado na Williams.

Ele tinha se tocado com o companheiro Albon, tentando sair do caminho de Norris quando ele voltou à pista após a escapada da primeira volta e tinha danos no seu carro. Mesmo assim, entendeu que Albon não o ultrapassaria, mas o tailandês o fez na volta 15, com o aval da equipe. Isso, não bastasse “erros operacionais”, segundo ele, terem feito com que ele largasse com pneus usados.

O espanhol terminou em nono, enquanto outro piloto que parou logo antes do VSC e perdeu terreno, Yuki Tsunoda, completou o top 10.

A corrida de Bortoleto

Não foi o tipo de corrida que deu oportunidades para a segunda metade do pelotão. Com a Williams andando bem e consolidada no top 5 em Miami, não havia mais vaga para ninguém. E por isso o abandono de Gabriel Bortoleto por um problema na bomba de combustível não custou tão caro.

O brasileiro teve sua melhor classificação até aqui, largando do 13º lugar e fazendo sua primeira ultrapassagem de verdade, em cima logo de Lewis Hamilton, que pouco depois retomou a posição.

Bortoleto, então, passou a acompanhar o ritmo de Hadjar até ser o primeiro a parar, na volta 19. Ele voltaria no mesmo lugar depois que todos parassem, mas isso não aconteceu porque a Sauber começou a perder potência e o piloto brasileiro teve que abandonar.

De qualquer forma, foi um fim de semana encorajador para a Sauber, que andou no top 15 na maior parte da corrida com ambos os pilotos. Só falta agora entender por quê, já que eles não esperavam ter um bom desempenho em Miami.

Live do GP de Miami

Max Verstappen vai largar na pole position no GP de Miami, com Lando Norris em segundo, enquanto Andrea Kimi Antonelli e Oscar Piastri vão voltar a largar lado a lado, depois de uma sprint em que o italiano foi parar fora da pista e saiu da disputa pela vitória.

E Gabriel Bortoleto está animado depois de conseguir uma classificação limpa depois de vários problemas diferentes nos últimos sábados, e vai largar em 13º esperando que a chuva dê uma mãozinha para a Sauber conseguir conquistar pontos novamente, como na Austrália.

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Que diferença um ano faz para a McLaren! – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #306

Saíram os vencedores do sorteio super especial de abril

Parabéns a Luiz Otavio Leão, que vai receber em casa a toalha oficial do GP do Japão, oferecida pelo também assinante Kezo Manabe, e o Alan Rigotto Curriel, que vai receber a réplica do volante da McLaren de 1998, dentro da parceria com a Carv Racing! 

Aliás, assinantes têm desconto na loja virtual deles. É só usar o cupom que mandei no email da newsletter quando estiver finalizando a compra na Carv Racing

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Podcast: Papo com o líder da F3 Rafa Camara

“Nossa, passou rápido”, disse o Rafa depois desse papo exclusivo aqui para o podcast. Falamos da temporada da F3 e o alívio pela Trident ter começado bem mesmo com o carro novo que estreou neste ano, da influência do Gabriel, e das brigas com o Kimi Antonelli.

Eu citei algumas vezes o podcast que fiz com o Gabriel Bortoleto quando ele também era líder da Fórmula 3, em 2023. Lembro muito bem como ele falou que, se ganhasse a F3 e a F2 no primeiro ano, a F1 não poderia ignorá-lo. Que coisa!

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Verstappen, motores e as dúvidas de 2026 – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #305

Só tem brindes sensacionais em abril!

Vem direto de Suzuka, oferecido pelo nosso rei do bingo (para quem não sabe, rola um bingo na comunidade do Discord!), o querido Kezo Manabe, que fez questão de me pedir para sortear essa lembrança da terra em que ele mora.

E vou sortear também essa réplica do volante da McLaren de 1988, como parte da parceria com a Carv Racing

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Ritmo de Verstappen é prova que Piastri estava certo em ir para cima

Oscar Piastri cantou a bola ainda na quinta-feira quando disse que esperava ver os rivais bem mais próximos no GP da Arábia Saudita do que na semana anterior, no Bahrein. “O asfalto bem aderente mascarou nossos problemas no passado e vai fazer isso por eles agora.” Mas nem o australiano poderia esperar que a disputa fosse tão apertada com a Red Bull de Max Verstappen, que cruzou a linha de chegada a 2s8 do vencedor e agora líder do campeonato mesmo tendo recebido uma punição de 5s.

Punição de Verstappen define o GP


A pena veio logo no começo da prova, provocada por uma largada excelente de Piastri, que se colocou do lado de dentro da primeira curva, lado a lado com Verstappen. Os pilotos pediram ano passado para que a tal regra do “quem está na frente na tangente tem a curva” leve em consideração a possibilidade real do piloto fazer a curva, Max não parecia capaz fazer a curva em nenhum momento, e levou uma punição que seria de 10s e acabou sendo de 5s por se tratar de uma primeira volta.

A punição seria paga somente na parada de Verstappen, e simplificava a vida de Piastri. Depois de perder a disputa pela pole por 10 milésimos e mais uma “daquelas” voltas do holandês, seu grande drama seria cuidar de seus pneus e manter-se próximo do líder para tentar um undercut no que seria sua única parada.

Ritmo de Verstappen surpreende

Com os 5s, Piastri podia deixar Verstappen escapar um pouco e cuidar mais dos pneus. Mas quando o australiano tentou diminuir a desvantagem que chegou a 2s6 na volta 18, percebeu que não conseguia chegar no holandês. E isso indica que, sem a punição, seria muito mais difícil fazer o undercut, a única estratégia realista para que ele vencesse, funcionar.

Com o asfalto gerando muita aderência, o desgaste dos pneus vinha do superaquecimento, e ele era muito mais proeminente para quem estava no trânsito.

Verstappen teve que apertar o ritmo para tentar abrir os tais 5s. E com isso a corrida em si ficou mais rápida do que se esperava e os espaços se abriram mais cedo para a McLaren chamar Piastri para os boxes na volta 19.

A ideia era voltar logo à frente de Lewis Hamilton, sexto àquela altura, mas a parada da McLaren foi lenta e Piastri voltou atrás do inglês, fazendo uma ultrapassagem corajosa por fora, na sujeira, sem dar chances para que Verstappen parasse e voltasse à frente.

Com o pneu duro, Piastri pareceu estar melhor, mas novamente no final da corrida, o pneu de Verstappen parecia mais inteiro. Não é a toa que ele foi tão agressivo na primeira curva. Talvez fosse mesmo sua única chance de ganhar.

Tarde “animada” para Norris

A briga pela vitória ficou entre Piastri e Verstappen porque Lando Norris, que tinha voltado a se sentir mais confortável com a McLaren, foi parar no muro na classificação no começo do Q3 e largou apenas em décimo. 

Norris ganhou duas posições na largada, com a batida entre Yuki Tsunoda e Pierre Gasly no mesmo ponto do lance entre os líderes. Isso trouxe o Safety Car à pista, fazendo três pilotos que estavam entre os últimos arriscarem trocar o pneu médio pelo duro para tentar ir até o final: Esteban Ocon, Jack Doohan e Gabriel Bortoleto.

Doohan abortaria a tentativa, parando de novo na volta 32. Ocon conseguiria chegar em 14º, mesmo fazendo a última volta 6s mais lento do que qualquer um ao seu redor, e Bortoleto chegaria até o fim com o duro em penúltimo até ser superado na linha de chegada por Doohan.

Para os pilotos da frente, nada mudou. Verstappen liderava com Piastri em segundo, depois Russell, Leclerc, Antonelli, Hamilton (que tinha superado Sainz na primeira volta), o piloto da Williams, Norris, Albon e Alonso.

O espanhol não ficaria no top 10 por muito tempo, com Hadjar andando forte na corrida. Norris passou Sainz e Hamilton (o inglês, com alguma dificuldade) e depois ganhou as posições das duas Mercedes ao ficar mais tempo na pista, fazendo sua estratégia de largar com o pneu duro funcionar

A defesa da Ferrari

Só não seria o suficiente para passar Leclerc. Isso porque a Ferrari usou a surpresa que teve com o bom ritmo e o pouco desgaste de pneus na corrida para deixar Leclerc por mais tempo na pista com o pneu médio. Ele parou só na volta 29, 10 depois de Piastri e só 5 antes de Lando.

Quando voltou à pista, passou Russell e, quando Lando começou a se aproximar com o pneu médio no final, com as Mercedes já ficando bem para trás, sofrendo muito com superaquecimento dos pneus, Leclerc teve borracha para se defender e conquistar um pódio que parecia distante no sábado.

As dificuldades da Mercedes não foram suficientes para Hamilton conseguir mais de um sétimo lugar, saindo desanimado do carro uma semana depois de dizer que sentia ter encontrado um caminho para sua pilotagem na Ferrari.

Trabalho em equipe da Williams

Atrás do heptacampeão, as duas Williams tiveram que trabalhar juntas para defender a nona colocação de Albon do ataque de Hadjar. Sainz ficou mais lento de propósito para dar o DRS ao companheiro, e os dois garantiram pontos em um circuito que favoreceu as características do carro do time inglês.

Live do GP da Arábia Saudita

Foi mais uma daquelas poles que você vê e pensa “mas como ele fez isso?”. Verstappen agora não precisou contar com erros dos dois pilotos da McLaren – só de um – para conseguir a pole position do GP da Arábia Saudita, com Oscar Piastri em segundo e George Russell em terceiro. E Lando Norris no muro. Na live da quinta etapa do ano vou falar sobre como ele tem conseguido fazer a diferença, o que se fala sobre seu futuro e a expectativa para a corrida, além de tirar as dúvidas de vocês, claro!

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Um novo Hamilton a partir de Jeddah? – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #304

Só tem brindes sensacionais em abril!

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E vou sortear também essa réplica do volante da McLaren de 1988, como parte da parceria com a Carv Racing

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Piastri domina e Norris sofre em GP do Bahrein cheio de dramas

O GP do Bahrein sempre é um teste e tanto para os pneus. Os traseiros principalmente sofrem muito com superaquecimento pela combinação entre asfalto áspero, muitas freadas fortes e consequentes zonas de tração e a temperatura do asfalto, alta mesmo à noite. Depois de terem ficado sem sua arma principal, a possibilidade de cuidar melhor dos pneus do que qualquer outro carro, no Japão, a McLaren voltou com tudo na quarta etapa do campeonato.

Ou quase tudo: Lando Norris foi perdendo o controle do carro à medida que foi anoitecendo durante a classificação. No Q3, duas voltas com muitas correções fizeram com que ele não passasse do sexto lugar no grid, com o carro que tinha tudo para fechar a primeira fila e conquistar a dobradinha no domingo. Gol aberto para Oscar Piastri, muito mais confortável por todo o final de semana, diminuir sua desvantagem na luta pelo campeonato.

O australiano fez a pole position, se manteve em primeiro na largada, chegou a abrir 8s para o rival mais próximo, viu o grid se compactar novamente por um Safety Car na volta 32, e abriu mais 15s nas últimas 21 voltas de bandeira verde para vencer pela segunda vez no ano e quarta vez na carreira.

A corrida de Norris

Enquanto isso, Norris tinha mais dificuldade do que o esperado para colocar um carro que se mostrou ser o mais veloz e o que cuidava melhor dos pneus no pódio. E em uma posição abaixo do que deveria.

Na largada, ele se posicionou um pouco à frente do lugar de largada e levou 5s de punição, que seriam pagos em sua primeira parada. A largada em si foi ótima e ele pulou de sexto para terceiro, mas ficou preso atrás de Russell por todo o primeiro stint.

Tanto, que a McLaren antecipou sua parada, chamando-o aos boxes na volta 10. Não tinha como fugir do trânsito de qualquer maneira, então era melhor já pagar a punição e recuperar o tempo perdido na pista, aproveitando o undercut, bem poderoso justamente por causa do desgaste excessivo.

Mas havia um fator complicando a estratégia de todo mundo na ponta: Leclerc largou, da segunda colocação, com pneus médios, assim como Hamilton, em nono. As Ferrari tentariam ficar na pista por mais tempo e estariam fora de sincronia com o restante.

Leclerc acabou perdendo duas posições na largada, mas pode fazer o resto do primeiro stint de maneira mais tranquila, tendo carros mais lentos atrás. Hamilton passou apenas Sainz no primeiro jogo de pneus, e não parecia ter grande evolução com a estratégia diferente na primeira parte da prova.

Verstappen de mal a pior

Ninguém sofria tanto, contudo, quanto Verstappen. Largando em sétimo, ele perdeu posição para Sainz, depois passou o espanhol, mas lá ficou até ser um dos primeiros a parar na volta 10. E foi o primeiro a ter a desagradável experiência de colocar o pneu duro, que não dava aderência alguma.

O stint dele foi tão ruim que o holandês voltaria aos boxes em apenas 16 voltas, para colocar os médios, com os quais teria que dar 31 voltas! Pior: quando parou de novo, já estava em décimo, em parte pelo pneu, em parte por um pitstop lento por não ter recebido a luz verde para sair do box. Mas as más notícias não pararem por aí: na segunda parada, com o sistema de “semáforo” manual, a roda dianteira direita travou, e ele perdeu ainda mais tempo.

Safety Car trava as estratégias

Enquanto isso, Hamilton tinha um bom segundo stint, ainda de médios. Quando parou, na volta 17, ele tinha 12s de desvantagem para Leclerc e cinco carros entre eles. Quando o SC foi acionado, na 32, só havia Norris entre as duas Ferrari, e 11s que seriam “apagados” pela neutralização da corrida. Na pista, Hamilton passou Doohan, Verstappen, Antonelli e Ocon.

Mas a Ferrari tinha uma decisão difícil pela frente: como eles só tinham usado os pneus médios até aquele momento, ou ficariam na pista o máximo possível com os médios para colocarem os macios, ou encarariam os duros, que não tinham funcionado para ninguém.

O SC decidiu por eles. Acreditando que seu carro gasta mais pneu que os rivais diretos (motivo pelo qual largaram com os médios), eles colocaram os duros. Hamilton chegou a atacar e passar Norris mesmo assim após a relargada, mas o piloto da McLaren reagiu e passou também Leclerc, indo à caça de Russell.

Os dramas de Russell

O piloto da Mercedes vivia seus próprios dramas. Ele teve um problema eletrônico que afetou tanto a parte da cronometragem, quanto seu próprio carro, fazendo o brake by wire parar de funcionar. Na tabela de tempos, era como se seu carro não existisse, o que afetou o DRS – o seu e o dos rivais, porque quem chegava a 1s de seu carro não recebia o alerta para ativar a asa traseira móvel. 

Isso atrapalhou seu ritmo e ampliou a vantagem de Piastri, ao mesmo tempo em que dificultou a vida de Norris, que não conseguiu passá-lo. Isso, mesmo com uma diferença significativa entre os dois: sem mais pneus médios disponíveis, e tendo a escolha entre o duro e o macio, Russell estava com a borracha menos durável, pois a Mercedes queria fugir de qualquer maneira do pneu de faixa branca. Com pneus médios e um carro bem mais rápido, Norris ficou em terceiro e saiu do Bahrein sem entender muito bem como podia ainda ser líder do mundial.

Foi uma corrida cheia de histórias para serem contadas. Verstappen acabou em sexto, atrás das duas Ferrari, e preocupado com o desgaste de pneus, um problema novo para a Red Bull. 

Gasly conseguiu os primeiros pontos da Alpine, à frente de Esteban Ocon, uma das duas Haas que pontuaram mesmo tendo largado em 14º e 20º. Ocon usou o undercut no começo para ganhar terreno e Bearman, o overcut, sendo o último dos pilotos que largaram com pneu macio a parar, só na volta 16.

Em sua segunda corrida pela Red Bull, Yuki Tsunoda andou mais perto de Verstappen do que seus antecessores e pontuou em um dos finais de semana mais difíceis da equipe nos últimos anos, chegando em nono.

Bortoleto tem corrida difícil

O brasileiro Gabriel Bortoleto teve uma prova bem difícil. Largou com os médios, pois a Sauber tentava aproveitar qualquer SC que pudesse aparecer depois que os pilotos que largariam com macios parassem, parou cedo para tentar um undercut em Lawson (o que não deu certo por pouco), e foi para os pneus duros.

A parada antecipada fez com que ele fosse o segundo piloto a usar o composto, quando ainda não estava claro que ele teria que ser evitado. O plano inicial era fazer 25 voltas com os duros para tentar ter pneus mais novos no final, mas o Safety Car antecipou a parada.

Mesmo assim, ele se viu em último, mas com pneus médios contra Stroll e Alonso de duros. Mas não conseguia se aproximar. Ao final da prova, Bortoleto se queixou do comportamento da Sauber, que perdia aderência atrás de outros carros. Ele foi classificado em 18º depois da desclassificação de seu companheiro, Nico Hulkenberg, que tinha sido o 15º, pelo excesso de desgaste da prancha que regula a altura do carro.

Live do GP do Bahrein

Oscar Piastri é favoritíssimo, mas essa é só parte da história da história do GP do Bahrein, que tem tudo para ser muito mais movimentado do que as primeiras corridas do campeonato. Na live exclusiva dos Credenciados e Uniformizados do No Paddock, vou comentar sobre as dificuldades de Lando Norris com esse carro da McLaren e também sobre o cabisbaixo Lewis Hamilton, além de responder as perguntas dos assinantes.

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Dá para crer numa volta da Red Bull? Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #303

Você pode ganhar uma lembrança do Japão no sorteio do mês

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Como Verstappen desbancou as McLaren em Suzuka

Max Verstappen venceu o GP do Japão com uma volta incrível no sábado e uma corrida sem erros no domingo, enquanto as McLaren não tiveram a sua disposição a grande arma que têm em relação aos rivais, o menor desgaste de pneus, já que isso não foi um fator em Suzuka após o asfalto do primeiro setor – justamente aquele que causava maior aumento de temperaturas no passado – fazer com que a terceira etapa do campeonato fosse uma corrida de uma parada, com ritmo forte e poucas manobras de ultrapassagem.

O holandês leu bem a evolução da pista na classificação, foi deixando seu carro cada vez mais próximo da janela ideal para conseguir fazer uma volta muito impressionante. Mesmo assim, só fez a pole porque Oscar Piastri errou a segunda curva. E essa foi a tônica do GP do Japão: quem tinha o melhor equipamento não conseguiu maximizá-lo, abrindo a oportunidade para o tetracampeão.

A degradação baixa dos pneus não só coibiu as disputas por posição, como também engessou mais as estratégias, uma vez que pegar trânsito teria um efeito muito maior que o normal. Isso estava na mente dos estrategistas da McLaren quando o que seria a única rodada de pit stops estava se aproximando e eles tentavam calcular onde Norris voltaria no meio do pelotão.

Largada sem dramas (a não ser para Bortoleto)

Não tinha acontecido muito antes disso. Choveu entre o sábado e o domingo, o asfalto não estava 100% seco, mas não havia grandes chances de que voltasse a chover. Na largada, Verstappen manteve a ponta, seguido por Norris, Piastri, Leclerc, Russell, Antonelli, Hadjar, Hamilton (que tentou algo diferente largando com pneu duro), Albon e Bearman.

Também com pneu duro, Gabriel Bortoleto perdeu três posições na largada e caiu para último. Tanto por conta da aderência mais baixa, quanto por um erro seu com a embreagem. O grande prejuízo foi ter perdido a posição com Esteban Ocon, que estava na mesma estratégia dele.

O que se seguiu foi uma procissão meio de longe, pois no início os engenheiros ainda não tinham certeza sobre a degradação. Hamilton passou Hadjar para ser sétimo e todos mantinham diferenças de cerca de 2s uns para os outros para fugir um pouco da turbulência.

Quando eles foram liberados para forçar, lá pela volta 15, já estava perto da janela de pit stops, e a missão de Norris era tentar chegar o mais perto possível de Verstappen para tentar o undercut.

A lógica da estratégia da McLaren

A McLaren chegou a tentar induzir a Red Bull ao erro, dizendo para Norris fazer o oposto ao que Verstappen fizesse. Mas o time do líder percebeu que, se o inglês parasse, voltaria no trânsito, e seguiu na pista.

Eis que o quinto colocado, George Russell, a 5s de Piastri, para e o ritmo dele com os duros chama a atenção da McLaren. Era a volta 20. Se eles chamasse Norris para tentar um undercut em Verstappen, havia o risco dele sair batendo roda com Bearman.

Eles resolvem ser bem defensivos. Chamam Piastri, mesmo com Russell pegando trânsito. Para se ter uma ideia, nem a Ferrari defendeu o undercut de Russell na volta seguinte com Leclerc, e o monegasco estava entre a Mercedes e a McLaren.

Piastri sai confortavelmente à frente de Russell, com três carros entre eles. A parada do australiano indica à Red Bull que eles chamariam Norris na volta seguinte, e eles copiam.

Verstappen tinha cerca de 1s5 de vantagem quando entrou no box, mas a parada da Red Bull foi lenta (com dois membros reservas atuando neste fim de semana) e os dois saem lado a lado, com vantagem para Max, que mantém sua linha mesmo com Norris indo para a grama.

Por que a McLaren não tentou deixar Norris na pista, vendo Verstappen parar? É algo que faria mais sentido em uma corrida com mais degradação. Não havia tyre offset que desse a vantagem necessária para ele tentar a ultrapassagem em uma pista como Suzuka. O delta necessário para que haja ultrapassagens por lá é maior que na maioria das outras pistas.

Foi uma corrida perdida mais no sábado. No domingo, ainda que a cautela da McLaren não tenha ajudado, as opções eram limitadas.

Nas voltas finais, Piastri começou a apertar Norris e pedir para a equipe fazer a inversão para ele ter a chance de ir para cima de Verstappen, mas o time julgou que o inglês só não conseguia se aproximar mais por conta da turbulência. E manteve as posições.

Hadjar e Bearman bem em Suzuka

Mais atrás, a Ferrari defendeu a tentativa de undercut da Mercedes duas voltas depois da parada de Russell e, mesmo assim, Leclerc manteve a quarta posição.

Quem tentou fazer algo diferente foi Antonelli, que alongou seu stint com os pneus médios até a volta 31, e tornou o piloto mais jovem a liderar uma corrida de F1, e conseguiu, com isso, se defender com tranquilidade do segundo stint de Hamilton, que seria com o pneu médio.

Hadjar conseguiu um ótimo oitavo lugar, ainda mais depois do drama que ele viveu na classificação, com o cinto apertando seus testículos, isso mesmo. E Bearman conseguiu transformar sua excelente volta do Q2 em um pontinho para a Haas.

Bortoleto terminou em 19º, conseguindo recuperar apenas a posição com Lance Stroll, que trocou o pneu macio bem cedo e acabou fazendo duas paradas. Ele chegou no final de um trenzinho de DRS de quatro carros.

Live do GP do Japão

Ninguém esperava que Max Verstappen fosse capaz de colocar a Red Bull na pole position do GP do Japão, mas ele cravou o melhor tempo e vai largar na frete na terceira corrida do ano, com Lando Norris em segundo e Oscar Piastri em terceiro. Gabriel Bortoleto vai sair em 17º e está torcendo para chover na hora da corrida, o que é uma possibilidade.

Se você não puder entrar no horário, é só ver a gravação, que deixo por aqui.

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GP do Tsunoda em Suzuka – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #302

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Podcast Lewis Hamilton vivendo a vida no modo hard

A ideia para o podcast deste mês veio da entrevista que Lewis Hamilton deu à revista Time dizendo que não pode ser comparado a outros pilotos de 40 anos porque foi “construído de forma diferente”. Não dá para negar isso.

Eu volto até para a história da imigração caribenha no Reino Unido para ajudar na compreensão de todas as fases pelas quais ele passou e que o trouxeram até aqui, contando com a mãozinha de Sam Collins, da F1TV.

E, para me ajudar a falar sobre o que vem por aí na Ferrari para ele, trago as pensatas de Nate Saunders, da ESPN, que acaba de lançar um livro sobre a Ferrari, e de Daniele Sparisci, do Corriere della Sera.

Confira os outros episódios clicando aqui. Se você é assinante VIP, Credenciado ou Uniformizado e não está vendo o arquivo, certifique-se de ter feito o login no site.

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Os Podcasts fazem parte do conteúdo exclusivo dos assinantes do No Paddock da F1 com a Ju. As assinaturas começam em R$18!

O que fazer com a vaga da Red Bull – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #301

E o vencedor do sorteio do mês é…

O João Cesar deu MUITA sorte e foi sorteado logo no segundo mês de assinatura! Ele vai levar para casa essa camiseta da Haas em parceria com a Palm Angels. E semana que vem eu volto com o brinde de abril. Lembrando que TODOS os assinantes concorrem.


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A resposta de Piastri a queda das Ferrari no GP da China

O céu nublado do domingo e a falta de garantia de que as mudanças feitas entre a sprint e a classificação para proteger mais os pneus depois que todos tinham sofrido muito com os médios na corrida curta geravam um clima de incerteza antes do GP da China. 

Será a ligeira queda na temperatura da pista e o emborrachamento do asfalto novo já seriam suficientes para que fosse possível fazer uma parada? E o pneu duro, que ainda não tinha sido usado por ninguém (e era um C2, que sofreu alterações nesta temporada), como se comportaria?

Certezas havia algumas: a vitória de Lewis Hamilton no sábado tinha mostrado no sábado o valor de andar com a cara para o vento, sem a turbulência, que faz os carros escorregarem e desgastarem mais rapidamente os pneus. Cabia ao pole position Oscar Piastri, ainda mais tendo o carro mais rápido do fim de semana, manter a primeira posição para tentar descontar parte do prejuízo que levou com a escapada da semana anterior na Austrália.

Piastri se mantém de cara para o vento

Foi o que o piloto da McLaren fez, fechando a porta para George Russell, que acabou tendo de frear antes do que gostaria e perdeu a segunda posição para Lando Norris. Mais atrás, as duas Ferrari passaram Max Verstappen, e Charles Leclerc tocou na roda traseira direita de Lewis Hamilton, quebrando sua asa dianteira, mas seguindo na pista, mesmo perdendo estimados 20 a 30 pontos de aerodinâmica.

Isack Hadjar perdeu duas posições, depois de se classificar em sétimo, Pierre Gasly ganhou três, e as duas Sauber saíram da pista: Nico Hulkenberg perdeu a traseira de uma vez, danificando o assoalho, e Gabriel Bortoleto perdeu o controle quando Oliver Bearman fechou a porta na sua frente, de maneira normal.

O brasileiro logo foi aos boxes, sentindo vibrações nos pneus, e voltou em último, 31s atrás do pelotão.

Ele colocou os pneus duros, juntando-se a Liam Lawson, que se classificou em último com a Red Bull e tinha largado do pitlane depois de mudar o acerto do carro, Bearman, que era o 16º e Lance Stroll, o 14º.

Todos de olho em Stroll

Era em Stroll, o mais experiente dos quatro, em que as equipes estavam de olho: se o desempenho dele fosse consistente com o composto duro, valeria a pena segurar os pilotos na pista com o médio e fazer apenas parada, algo quase impensável com o desgaste do sábado.

No final das contas, não era só o duro que estava rendendo bem. Na ponta, a McLaren estava bem mais confortável sem o graining forte nos dianteiros visto no sábado, e pôde exercer seu ritmo. A Russell, cabia se manter em terceiro, atento ao que as Ferrari podiam fazer.

Logo ficou claro que Hamilton não tinha o ritmo da sprint. E era por mais do que a turbulência da Mercedes: sabendo que todos tentariam diminuir o graining, a Scuderia mudou o acerto e foi em um caminho que Leclerc tinha testado na pré-temporada. Funcionou para ele, mas não para o inglês, claramente mais lento.

Tanto, que Hamilton sugeriu para a equipe inverter posições para Leclerc tentar atacar Russell. Isso aconteceu só depois das primeiras paradas, iniciadas pelo próprio Hamilton e por Verstappen entre os ponteiros na volta 13.

Freios impedem disputa pela vitória

Na frente, Piastri conseguiu que Norris saísse de seu DRS depois de cinco voltas, e depois só viu a diferença aumentar, ainda que lentamente. Quando os dois pararam, nas voltas 14 e 15, ficou claro que andar na turbulência tinha custado mais caro aos pneus do inglês, mesmo que, com menos graining no domingo, ele tivesse melhorado consideravelmente seu ritmo em relação ao restante do final de semana.

Pensando nisso, ele mudaria sua estratégia na segunda parte da prova. O seguiria mais de longe para proteger os pneus, pensando em um ataque no final. Mas ficamos sem saber como isso acabaria pois, com 20 voltas para o fim, ele passou a ter problemas de freio.

Sem poder aplicar o pico de pressão no pedal, Norris foi tendo de frear cada vez mais cedo, e a distância foi aumentando até Piastri cruzar a linha de chegada para sua primeira vitória do ano com quase 10s de vantagem.

Ferrari de mal a pior

Após a inversão da Ferrari, Leclerc chegou a andar bem próximo de Russell por algumas voltas, mas perdeu contato na volta 20 e não conseguiu mais ameaçar o inglês. Via rádio, chamou a Mercedes de “um dragster de tanta tração que eles têm na saída da 12”.

Sofrendo até mesmo com os duros, Hamilton tentou algo diferente na estratégia e trocou os pneus novamente na volta 37, apostando que a borracha nova o ajudaria a recuperar terreno nas voltas finais. Foi o mesmo pensamento das Racing Bulls, que estavam no fim da zona de pontuação.

As apostas não deram certo. A degradação do pneu duro era baixa demais para fazer a segunda parada valer a pena.

Mas as coisas piorariam ainda mais para a Ferrari. Leclerc não só não conseguiu pressionar Russell, como também perdeu a posição para Verstappen no final. O holandês tinha sido terceiro na sprint, sendo passado por Piastri no final, sofrendo muito com os pneus. Por isso, começou a corrida muito cauteloso.

Com o pneu duro, começou a atacar mais, e no final estava adotando um ritmo forte. Segundo ele, a aderência aumentou muito com o carro mais leve, e ele não sabia muito bem explicar o porquê.

As Ferrari cruzariam a linha de chegada em quinto e sexto, o que já não seria um bom resultado, mas ambos seriam desclassificados – e por motivos diferentes. Leclerc estava abaixo do peso mínimo e a prancha que regula a altura do carro estava desgastada demais no caso de Hamilton. Dois indicativos das margens pequenas com que a Ferrari está trabalhando.

O ressurgimento da Haas

Quem se deu bem com a desclassificação dupla foi Esteban Ocon, que tinha ganhado uma posição na largada com Albon, depois superou Antonelli, que tinha danos no assoalho, na rodada de pit stops and viu as Racing Bulls pararem uma segunda vez.

Depois da Haas não entender a falta de ritmo da primeira corrida da temporada, eles voltaram à posição em que imaginavam estar na China, e o francês foi o quinto no final das contas, com Antonelli, Albon, Bearman, Stroll e Sainz completando o top 10. Isso porque Pierre Gasly também foi desclassificado pela Alpine estar abaixo do peso mínimo.

Bortoleto tem bom ritmo

E Gabriel Bortoleto? Correndo sem trânsito por quase toda a prova, e usando os pneus que foram os mais consistentes do domingo, ele teve um ótimo ritmo com a Sauber. Nem tanto por ter alcançado Nico Hulkenberg, que sofria com um assoalho avariado, mas por ter recuperado tempo em relação a Lawson ou até mesmo na comparação com Sainz mais à frente.

Isso quer dizer que daria para ele pontuar sem a rodada? Difícil dizer com tão pouca informação sobre o real ritmo da Sauber, com uma corrida no molhado e outra que não já começou bem para ambos os pilotos. Mas valeu pelo treino de corrida de luxo, depois da corrida desafiadora para todos os estreantes na Austrália e uma sprint em que sofreu com o desgaste de pneus.

Live do GP da China

Nosso encontro pra bater papo sobre o GP da China e as novidades do paddock está marcado para as 22h deste sábado, pra dar tempo de dormir umas horas e voltar para a corrida às 4h da manhã. Pode ir preparando a sua pergunta! Lembrando sempre que as lives ficam gravadas para quem não conseguir acompanhar ao vivo.

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Drops da estreia de Bortoleto e uma bomba de Norris – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #300

SORTEIO DO MÊS: Todos os assinantes concorrem aos brindes mensais!

No sorteio de março vai ter uma camiseta da parceira da Haas, a Palm Angels, aquele tipo de item que não passa despercebido em Interlagos porque ninguém mais vai ter!

Vou divulgar o resultado do sorteio na última newsletter de março e TODOS os assinantes concorrem. Boa sorte!


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A real vantagem da McLaren e a estreia de Bortoleto no GP da Austrália

Lando Norris está disposto a calar aqueles que não consideram que ele seja bom o suficiente para ser campeão do mundo, especialmente em uma eventual disputa direta com Max Verstappen. Ele acha que cedeu demais nas disputas com o holandês ano passado porque estava sempre em desvantagem de pontos, e por isso ter aguentado a pressão da Red Bull, com a pista úmida e com o assoalho danificado após um passeio na brita, para vencer o GP da Austrália com menos de 1s de vantagem foi fundamental para seu início de campeonato.

Mas isso, de longe, não conta a história do final de semana e nem da corrida, que também teve Andrea Kimi Antonelli indo de 16º a quarto em uma estreia complicada para os estreantes.

A McLaren conseguiu 0s4 de vantagem para o carro mais próximo – justamente de Verstappen – basicamente por conseguir manter os pneus vivos no último setor da pista de Albert Park. Com o carro mais equilibrado, eles escorregam menos e conseguem controlar melhor as temperaturas do que ninguém. Mesmo cenário que foi visto no domingo, especialmente na fase em que a pista começou a secar.

O GP foi daqueles bem complicados. Na hora da largada, só havia uma garoa, mas ventava bastante e a pista estava molhada por horas de chuva. Isack Hadjar ficou logo na volta de apresentação. Jack Doohan, na primeira volta.

Verstappen tenta acompanhar as McLaren

Lá na frente, Norris pulou na ponta, com Piastri perdendo a segunda posição para Verstappen, que forçou tanto os pneus para acompanhar as McLaren que acabou sofrendo graining, indo reto na volta 16 e permitindo que o australiano recuperasse a segunda posição.

Foi quando Piastri mostrou que tinha mais ritmo que Norris, diminuindo a vantagem dele de 3s para 0s6 em 10 voltas, com o mesmo carro. Mas havia um contexto maior da prova que preocupava a McLaren: os pilotos estavam tendo que aguentar na pista muito mais tempo que o ideal pois havia incerteza em relação ao que aconteceria com a chuva, que tinha parado.

Os radares mostravam que havia uma pancada se aproximando, e os estrategistas queriam evitar que fosse necessário fazer duas paradas, ou seja, colocar slicks e logo ter que voltar para o intermediário.

Por isso, a McLaren pediu para os pilotos se segurarem nas posições em que estavam. Ao que Piastri respondeu que tinha mostrado o seu ritmo. E tinha. A essa altura, Verstappen já estava 17s8 atrás da dupla.

Uma leve escapada o tirou da zona de DRS de Norris pouco antes de uma batida de Fernando Alonso causar um SC na volta 33 que resolveu a dúvida de (quase) todo mundo (a não ser das Haas, que estavam no fundo do pelotão e tentaram algo diferente): era a hora de trocar do pneu intermediário para o de pista seca.

As equipes fizeram escolhas diferentes a essa altura. A McLaren foi de pneu duro, acreditando que, por ele ser o C3, não geraria problemas de temperatura. A Red Bull não teve dúvidas que o melhor seria o médio. Isso permitiu que Verstappen se mantivesse perto das McLaren depois da relargada.

Safety Car complicou a vida de Bortoleto

Esse Safety Car começou a complicar a corrida de Gabriel Bortoleto. Ele tinha perdido a posição para o companheiro Nico Hulkenberg e por Antonelli na primeira volta, mas vinha acompanhando-os de perto, com a diferença ficando entre 2 e 3s. Em determinado momento, inclusive, a equipe perguntou se ele sentia que estava sendo seguro pelo ritmo de Nico. E o brasileiro disse que não.

Quando o SC foi acionado, essa proximidade de Hulkenberg fez com que ele tivesse que esperar pela parada do companheiro. Depois, ele foi liberado para voltar à pista dentro da margem com a qual a equipe trabalha, mas o asfalto estava escorregadio, a saída do box foi mais lenta, e ele levou uma punição de 5s por ter sido liberado em cima de outro carro.

Mas a situação pioraria: Bortoleto voltou à pista atrás do líder Norris, ou seja, atrás do SC. Como um trator precisou entrar na pista, foi um SC demorado e, quando os retardatários foram liberados para pegar o fim do pelotão, Bortoleto não teve tempo de pegá-los antes da relargada. Com isso, a diferença para Hulkenberg aumentou para 12s.

O brasileiro vinha reclamando desde a primeira volta de problemas no freio. Segundo a equipe, havia um problema de sistema, obrigando-o a resetar configurações ao volante constantemente. Logo depois que Bortoleto foi avisado disso, a tal pancada de chuva que as equipes esperavam apareceu.

Um pancada de chuva para mudar a prova

Foi na volta 44. Norris foi o primeiro a chegar nas últimas curvas, as que estavam molhadas. Escapou, danificando seu assoalho, mas manteve a ponta e a equipe conseguiu reagir rápido para colocá-lo imediatamente no pneu intermediário. Logo atrás, Piastri também escapou, mas ficou preso por mais tempo na brita e saiu da disputa pelas primeiras posições.

À Red Bull só restava apostar que a pancada seria passageira e deixar Verstappen na pista. Eles o fizeram por duas voltas, mas ele estava perdendo tempo demais e teve que parar. O time não foi o único a arriscar: a Ferrari, que parece mais uma vez ter um carro que funciona em uma janela muito pequena, estava em sexto e oitavo, e não tinha muito mais o que fazer. Yuki Tsunoda fez o mesmo, assim como Pierre Gasly.

A aposta também não deu certo para eles. Leclerec rodou, Hamilton chegou a liderar, mas todos eventualmente pararam. 

A batida de Bortoleto e as apostas que renderam pontos

A Sauber parou imediatamente ambos os carros, trocou o pneu de seco pelo intermediário, Bortoleto cumpriu sua punição, e voltou 15s atrás de Hulkenberg, ou seja, ele estava conseguindo tirar parte da desvantagem mesmo nessa fase difícil. Mas o brasileiro forçou demais e ainda teve uma quebra de suspensão na rodada, pela maior parte do peso do carro ter ficado apoiada na traseira direita quando o carro andava de ré, até se encontrar com o muro.

No final das contas, deram-se bem os pilotos que pararam logo de cara. Norris reassumiu a liderança, embora tenha tido que se segurar com um carro danificado, sendo bastante pressionado por Verstappen. Russell vinha logo atrás, trazendo consigo o companheiro Andrea Kimi Antonelli, um destaque da prova. Ele passou grande parte da primeira metade da prova preso atrás de Hulkenberg mas, quando se livrou do alemão em definitivo na volta 16, passou a andar mais forte do que Russell e foi ganhando terreno. Ele passou Stroll e depois ganhou muitas posições apostando em parar logo que a pancada de chuva chegou, ganhando 5 posições com isso.

Antonelli chegou a ser punido por um incidente semelhante ao de Bortoleto, mas a Mercedes conseguiu reverter a pena usando imagens do helicóptero. Com isso, o pódio teve Norris, Verstappen e Russell, e o top 10 foi completado por Antonelli, Albon, Stroll, Hulkenberg (todos eles pilotos que pararam logo que a chuva apertou), Leclerc, Piastri e Hamilton.

Bortoleto teria pontuado sem o acidente? Seria muito difícil. Esses últimos pilotos que chegaram atrás de Hulkenberg nos pontos estavam a menos dos 15s que ele tinha de desvantagem após a segunda parada. Sem o azar do SC, a história seria diferente.

Live do GP da Austrália

A live sobre a primeira corrida do ano vai começar às 20h deste sábado, quando eu já vou estar acordando para o domingo de corrida na Austrália. Lando Norris larga na pole em uma corrida que deve ter chuva e temperaturas bem mais baixas do que tivemos até aqui. Aliás, o tempo já está mudando em um sábado à noite muito quente e úmido.

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Temporada da renovação – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #299

SORTEIO DO MÊS: Todos os assinantes concorrem aos brindes mensais!

No sorteio de março vai ter uma camiseta da parceira da Haas, a Palm Angels, aquele tipo de item que não passa despercebido em Interlagos porque ninguém mais vai ter!

Vou divulgar o resultado do sorteio na última newsletter de março e TODOS os assinantes concorrem. Boa sorte!


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Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #298

SORTEIO DO MÊS: Vencedores de fevereiro e anúncio do brinde de março

A miniatura do capacete do Hamilton foi para Rodrigo Basani Dias de Freitas, assinante Credenciado (e bem sortudo, já que entrou na turma neste ano!) e do Russell vai para Carlos Hirokawa, assinante do setor B.

No sorteio de março vai ter uma camiseta da parceira da Haas, a Palm Angels, aquele tipo de item que não passa despercebido em Interlagos porque ninguém mais vai ter!

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Bortoleto exclusivo e mudanças na Ferrari – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju

Hamilton destaca calma e vê a Ferrari pronta para lutar pelo campeonato

Lewis fez uma coletiva depois de ter sua primeira experiência com o carro de 2025 da Ferrari. Salientou várias vezes que a adaptação a um carro novo é difícil, e disse que há muitas diferenças entre a Ferrari e a Mercedes. Mas ele acredita que o time tem as ferramentas para voltar a conquistar títulos e também a mentalidade certa. Parte dessa mentalidade vem de uma calma, citada também por Charles Leclerc, que foi o primeiro a andar com o SF-25. LEIA MAIS

Hamilton faz sua estreia com carro novo de uma Ferrari com mudanças importantes

A Ferrari entendeu que chegou no máximo que podia com a suspensão antiga e mudou seu desenho para esta temporada, adotando algo mais próximo das rivais diretas. É uma mudança mecânica, mas que afeta a aerodinâmica da dianteira do carro, e isso gera a necessidade de fazer ajustes em todo o restante do carro. É por isso que eles falam que têm um carro praticamente novo mesmo nesse último ano de regulamento. Não deixa de ser uma evolução, mas são todos pequenos detalhes que foram redesenhados. Vimos esse carro pela primeira vez hoje no shakedown de Fiorano, com Leclerc e Hamilton ao volante. LEIA MAIS

Do verde ao preto: Sauber mostra carro da estreia de Bortoleto na F1

A Sauber ainda não colocou o carro na pista, isso deve acontecer só no Bahrein antes do teste. A equipe está animada, vê uma melhora significativa nas simulações, mas sempre fica aquela dúvida sobre o quanto os demais também melhoraram. Eles acham que, começando no nível em que terminaram 2024 em relação aos demais e sem os erros operacionais (que foram diminuindo bem ao longo do ano) dá para pensar em um pontinho aqui, outro ali. Gabriel sabe disso, claro, mas tem uma mentalidade bem positiva. Para ele, é só o início de uma trajetória maior LEIA MAIS

Williams coloca o FW47 na pista ao vivo para começar ano com Sainz e Albon

James Vowles estava super empolgado com o novo carro, dizendo que eles já começam o ano dentro do peso mínimo, mostrando que o trabalho de base que ele tem feito está dando frutos. Mas não dá para fazer mágica. A infra segue basicamente a mesma. Mas o mais interessante da Williams em 2025 é a dupla de pilotos. Será o começo do fim para o Albon ou é Sainz quem vai sofrer para se adaptar a sua nova realidade? LEIA MAIS

McLaren é a primeira a colocar carro novo na pista em busca do bicampeonato

Estou curiosa para saber se a McLaren ainda vai fazer foto oficial toda vez que subir ao pódio neste ano. Essa era a palavra de ordem do ano passado do Stella porque eles tinham que comemorar todo resultado positivo, mas dava para sentir que em alguns pódios que na verdade eram vitórias perdidas eles já não conseguiam fingir tanta empolgação. O carro tem várias mudanças e a equipe promete um pacote de atualizações para Melbourne. A ideia é somar pontos logo de cara e focar totalmente em 2026 o quanto antes. LEIA MAIS 

Após revolução interna e nova dupla, Haas busca se firmar dentro do top 10

Pinturas à parte, vimos os carros de verdade na pista de Haas e também da Racing Bulls nos últimos dias. Agora, metade das equipes já fizeram seus shakedowns. Aqui eu falo do que dá para esperar dessa renovada Haas. LEIA MAIS

Já conferiu o podcast do mês? Aqui tem um trechinho

(E aqui está o episódio completo)

Rapidinhas da semana

Sobre o evento de Londres, as expectativas eram baixas, então todo mundo saiu positivamente surpreso, mesmo que as coisas não tenham sido perfeitas. Escalar Take That para encerrar o show claramente não funcionou para o público que foi atraído ao evento, e uma das partes mais legais, quando estavam os carros e os pilotos no palco juntos, foi vista por metade só da arena. O pessoal tinha ido embora.

A maior vaia da noite foi para o Christian Horner, e imagino que já prevendo algo do tipo a Red Bull fez aquela apresentação sem a palavra dos pilotos. Imagino, também, que Max não tivesse nenhuma vontade de falar para a plateia. Na entrevista antes do show ele brincou sobre não querer estar lá (o que sabemos que não era exatamente uma brincadeira). Só é uma pena que o atual tetracampeão do mundo entre mudo e saia calado e vaiado do lançamento da temporada.

Rolaram horas e mais horas de entrevistas antes do evento, e algumas matérias da segunda parte da newsletter exploram alguns assuntos comentados. Sobre a Aston Martin, Verstappen disse que negocia com eles sim – para a equipe de GT3 que está montando. E disse que não quer confusão em fevereiro, depois que mais uma vez Russell tentou dar uma aquecida na rivalidade deles.


O Melhor da Internet

Mônaco com dois pit stops obrigatórios?

A ideia está sendo discutida e, pelo que o Christian Horner disse, há a opção inclusive de obrigar os pilotos a usarem todos os compostos, mas não sei se isso passa pensando em um cenário de baixas temperaturas e a necessidade de usar o pneu duro se tornar algo perigoso. Basicamente, depois de muitas propostas, chegou-se a um acordo que a pista não vai mudar, sabe-se que os carros não vão diminuir tanto assim para revolucionar essa corrida, então é preciso encontrar outra solução. LEIA MAIS

Hamilton e seus primeiros dias do conto de fadas ferrarista

(a essa altura, não dá para chamar de outra coisa)

Todas as pinturas dos carros de 2025 da Fórmula 1

Spoiler: a Racing Bulls foi quem mais mudou e ficou bem bom. VEJA AQUI

Veremos um novo Norris na disputa com Verstappen?

É um ponto de vista até óbvio, mas que precisa ser dito. Norris pegou leve com Verstappen no final do ano passado sim, mas será que ele tinha realmente alguma escolha? Com uma desvantagem enorme no campeonato e sabendo que estava lutando contra um piloto muito agressivo, ele ficou sem armas para a disputa. Por isso, quer começar bem 2025 e ter ele, Norris, a chance de ser o cara que tem menos a perder. LEIA MAIS

Quer ouvir um podcast leve de F1?

Não vou mentir para vocês, eu nunca escutei um episódio inteiro, mas eles conseguem fazer cortes muito bons, com perguntas fora do comum. É sempre leve, mais lifestyle, mas conteúdo é conteúdo. PARA OUVIR E VER.

A coisa começou “bem” para o Jack Doohan

Pegaram tão pesado com ele logo de cara na coletiva de ontem que até os argentinos estavam defendendo o “pibe” nas mídias sociais. Foi realmente de uma insistência desproporcional, até que o assessor interferiu e pediu para perguntarem sobre outras coisas. Ah, aliás, fala-se muito nos patrocinadores trazidos por Colapinto, o que é verdade, mas fiquei sabendo que foi a Oakberry Austrália que decidiu colocar dinheiro na Alpine. LEIA MAIS

SORTEIO

SORTEIO DO MÊS: Mini capacetes da Mercedes!

Essa é para os fãs do Hamilton que querem guardar uma recordação da época da Mercedes e também para quem curte o George Russell: vou sortear no final do mês entre todos os assinantes dois mini capacetes da Mercedes. Boa sorte!


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Podcast: A nova Mercedes sem Hamilton

Você vai viajar comigo para o primeiro evento da Mercedes sem Lewis Hamilton, depois de mais de uma década de uma parceria que é a mais vitoriosa da história da Fórmula 1. Vamos conversar sobre os desafios que eles têm dentro e fora da pista para suprir esse vácuo e como a vida sem Lewis é tudo o que George Russell vinha esperando.

O podcast tem a participação do Craig Slater, repórter da Sky Sports F1, e também conta com entrevistas exclusivas com Toto Wolff, George Russell e Kimi Antonelli.

Confira os outros episódios clicando aqui. Se você é assinante VIP, Credenciado ou Uniformizado e não está vendo o arquivo, certifique-se de ter feito o login no site.

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Mercedes contra-ataca – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #296

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Novas regras, horários, lançamentos… – Newsletter No Paddock da F1 com a Ju #295

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O que muda na Fórmula 1 na temporada 2025

Lewis Hamilton na Ferrari, um dos quatro pilotos que trocaram de equipe. O Brasil volta ao grid com Gabriel Bortoleto, um dos seis pilotos que estarão fazendo sua primeira temporada completa na categoria. O fim do ponto pela volta mais rápida. Mais chances para jovens pilotos. Introdução de um “ar condicionado” para os pilotos. Aumento do peso mínimo do carro. Mais rigor com a flexibilidade das asas. Muita coisa muda na F1 2025.

Mesmo em um ano de “estabilidade” na Fórmula 1 antes de uma revolução nas regras dos carros e dos motores em 2026, são várias as mudanças neste ano.

Apenas duas equipes mantiveram suas duplas de pilotos

A campeã de 2024, McLaren, e a Aston Martin vão continuar com as mesmas duplas (Norris e Piastri, Alonso e Stroll). E o grid passou por uma extensa renovação: Liam Lawson fará sua primeira temporada completa, depois de atuar como substituto de Daniel Ricciardo em 2023 e 2024, e dividirá logo a Red Bull com Max Verstappen. E Andrea Kimi Antonelli, estreante de apenas 18 anos, ocupará o lugar de Hamilton na Mercedes.

Será interessante também ver o que Carlos Sainz conseguirá trazer para a Williams, e quanto tempo Jack Doohan, estreante australiano, vai durar na Alpine, tendo Franco Colapinto como sombra.

Além de Hamilton e Sainz, também mudaram de equipe Esteban Ocon (que foi para a Haas) e Nico Hulkenberg (que trocou a Haas pela Sauber). E os outros estreantes são Oliver Bearman, na Haas, e Isack Hadjar, da Racing Bulls, além de um tal brasileiro…

Brasil terá um titular pela primeira vez desde 2017

Dentre os estreantes está Gabriel Bortoleto, que vem de um título na F3 como estreante e de um título na F2 também como estreante, o caminho perfeito até a F1.

Mas ele vai estrear na equipe que foi a última colocada em 2024 e que passa por um período de reconstrução. Em 2025, a Sauber já será totalmente controlada pela Audi, mas só passa a carregar as cores da montadora ano que vem, aproveitando a estreia do novo regulamento.

Eles têm recrutado profissionais experientes e os primeiros frutos começaram a ser vistos com a evolução no final do ano passado, mas estão vindo de uma base bastante defasada. Brigar por pontos aqui ou ali já seria uma vitória para a Sauber, e especialmente para Bortoleto, o estreante de 2025 com menos quilômetros rodados com carros de F1. 

Mudanças sutis no calendário

Serão as mesmas 24 corridas, com algumas mudanças de datas. A temporada volta a começar na Austrália e depois vai para o leste da Ásia para “driblar” o ramadã, quando não faz sentido realizar eventos no Oriente Médio. Para o Brasil, isso significa que serão três corridas de madrugada logo de cara.

Imola agora está “integrada” à temporada europeia, saindo de abril para maio. A última prova antes da pausa de agosto volta a ser na Hungria, e a Holanda fará sua corrida de despedida. 

LEIA TAMBÉM: Confira o calendário da temporada 2025 da F1

E, no final do ano, um alívio para quem trabalha na F1, com o GP de São Paulo ficando isolado, sem corridas nos finais de semana anterior e posterior.

São Paulo segue no calendário das sprints, que terá seis etapas, com o mesmo formato. A única mudança é a saída da Áustria e a volta da Bélgica.

O que muda F1 2025 – regras esportivas

Código de pilotagem: as mudanças exatas ainda não foram divulgadas, mas os pilotos estavam descontentes com as regras para tentativas de ultrapassagem por fora. Querem evitar que o piloto possa se jogar na curva para se defender, como Verstappen fez com Norris em Austin.

LEIA TAMBÉM: Como funcionam as regras de disputa de posição na F1

Fim do ponto para a volta mais rápida: Como foi algo que não acrescentou muito e criou a possibilidade de pilotos fora do top 10 trocarem de pneu para fazer a volta mais rápida só para roubar pontos de rivais, a regra caiu.

Duas paradas obrigatórias no GP de Mônaco: Para tentar deixar a prova mais movimentada, agora todos os pilotos terão que parar pelo menos duas vezes durante provas no seco.

Procedimento de largada no pitlane: Ao invés de ficar esperando o máximo possível para ficar com pneu aquecido e, enquanto os pilotos estão na volta de apresentação, ir para o final do pitlane, os pilotos que estiverem largando do box agora vão ter que fazer a volta de apresentação, como os outros. E a ordem de largada se houver mais que um depende do resultado da classificação. Antes, quem chegasse no fim do pitlane primeiro, saía na frente.

Duas vezes mais chances para os jovens: Até 2024, cada piloto tinha que ceder uma sessão de treinos livres para um piloto que fez menos de três GPs na F1. Agora, serão duas sessões por piloto, quatro por equipe.

Perigo de Calor: Quando o serviço meteorológico oficial prever que o índice de calor (a sensação térmica) será superior a 30,5ºC em algum momento durante a sprint ou a corrida, o perigo de calor pode ser declarado 24h antes do início da competição. Quando isso ocorre, as equipes precisam instalar os sistemas de refrigeração do piloto. E passa a valer o limite de peso de 800kg + sistema de refrigeração.

O sistema terá líquido refrigerado colocado em um recipiente no cockpit e que será bombeado na vestimenta do piloto

Posição do campeonato pode definir grid: Se não for possível fazer a sessão de classificação, o grid será definido pela posição no campeonato de pilotos. O mesmo vale para a sprint.

Testes com carros antigos têm novas regras: São os carros de pelo menos duas temporadas atrás, os únicos com os quais as equipes podem fazer testes privados (a não ser nos super limitados filming days, com carros atuais). Só pode ser usado um carro, circuitos que fazem parte do calendário não podem ser usadas a partir de 60 dias antes do início da temporada. E há um limite de 20 dias de teste por equipe.

No caso de pilotos titulares ou que a equipe quer preparar para entrar como titular na temporada, o limite é de 1000km em quatro dias. Os testes de pneus da Pirelli diminuíram de 40 para 10 dias, e não haverá mais testes para tentar diminuir o spray em condições de chuva.

O que muda na F1 2025 – regras técnicas

Mais rigor com flexibilidade das asas: Isso não está decidido, mas as equipes já receberam um rascunho de uma diretiva técnica que será implementada durante a temporada limitando ainda mais a possibilidade de flexibilidade das asas dianteiras. É preciso dar tempo para as equipes porque, em 2024, a FIA tinha anunciado que não aumentaria o controle nas asas dianteiras, que foram fundamentais para o crescimento da Ferrari e Mercedes no final do ano. Também foram fechadas as brechas encontradas pela McLaren para a asa com “DRS duplo” com a qual eles correram no Azerbaijão.

LEIA TAMBÉM: Quanto dura e quanto custa um motor de F1

Aumento do peso mínimo: O conjunto carro + piloto tem que pesar pelo menos 800kg (o limite era 798kg em 2024). Esses dois quilos a mais foram adicionados no mínimo reservado para o piloto. Se o piloto pesar menos de 82kg, é necessário usar lastro. Nestes 800kg não está computado o peso a mais para a instalação do sistema de refrigeração dos pilotos.

Adaptações para acomodar o “ar condicionado”: novas aberturas no cockpit foram necessárias para acomodar esse sistema. Também foram permitidas aberturas na carenagem para direcionar o ar aos pilotos. Mas estas regras ainda não estão totalmente finalizadas.

Como funcionam as regras de disputa de posição na F1

As regras de disputa de posição na Fórmula 1 passaram por várias fases, às vezes com a tendência de simplificação, outras com tudo bem explicadinho, e não parece haver um consenso de qual é o melhor caminho.

Até pouco tempo atrás, havia só quatro artigos no regulamento esportivo ditando as regras. E pronto. 

Atualmente, esse mesmo regulamento também tem só quatro artigos, mas um deles indica a existência de um código. Vou chegar lá. 

Primeiro, vou deixar aqui o que está no regulamento esportivo da F1, no artigo 33, de pilotagem:

33.1 O piloto deve pilotar o automóvel sozinho e sem ajuda.

33.2 Os pilotos devem observar as disposições do Código relativas ao comportamento de pilotagem em circuitos a todo momento.

33.3 Os pilotos devem fazer todos os esforços razoáveis ​​para usar a pista o tempo todo e não podem sair da pista sem uma razão justificável. Os pilotos serão considerados como tendo saído da pista se nenhuma parte do carro permanecer em contato com ela e, para evitar dúvidas, quaisquer linhas brancas que definam as bordas da pista são consideradas parte da pista, mas as zebras, não. Caso um carro saia da pista, o piloto pode retornar, porém, isso só pode ser feito quando for seguro fazê-lo e sem obter qualquer vantagem duradoura. A direção de prova, a seu critério, pode dar ao piloto a oportunidade de devolver a totalidade de qualquer vantagem que ele tenha ganho ao sair da pista.

33.4 Em nenhum momento um carro pode ser pilotado de maneira desnecessariamente devagar, de forma irregular ou de uma maneira que possa ser considerado potencialmente perigoso para outros pilotos ou qualquer outra pessoa.

Ou seja, não se fala nada de ultrapassagem. Porque isso está coberto no artigo 33.2. Trata-se das diretrizes de pilotagem da FIA, um documento feito a várias mãos, com a participação dos pilotos e que é de conhecimento de todos eles, das equipes e dos comissários de pista, que vão julgar as manobras de acordo com elas.

Mas o documento usado em 2024 vazou. Trata-se daquelas diretrizes que, em suma, dizem que, quem tem o apex, tem a curva

Ou seja, o piloto que está na frente no ponto em que o carro chega mais próximo da zebra do lado de dentro da curva tem o direito de concluir a curva sem se preocupar em dar espaço para o rival.

Em 2025, houve uma atualização. O piloto só tem o direito de tentar ultrapassar por fora se chegar no apex com o espelho na frente do eixo dianteiro do carro que está tentando superar. Ou seja, do ponto de vista de que está por dentro da curva. Se seu eixo dianteiro está à frente do espelho do rival, você não tem mais a obrigação de deixar espaço e pode espalhar.

Os pilotos pediram essa mudança porque é algo que eles conseguem visualizar melhor.

O que dizem as diretrizes de ultrapassagem da F1

Um piloto que está ultrapassando por fora precisa:

  • Colocar o eixo dianteiro MENOS AO LADO do eixo dianteiro do outro carro, no apex da curva e na saída.
  • Pilotar de forma segura e controlada durante toda a manobra (entrada, apex e saída).
  • Ser capaz de fazer a curva dentro dos limites da pista.

Um piloto ultrapassando por dentro precisa:

  • Colocar o eixo dianteiro PELO MENOS AO LADO do espelho do outro carro, no apex da curva e na saída.
  • Pilotar de forma segura e controlada durante toda a manobra (entrada, apex e saída).
  • Não pode forçar (deliberadamente) o outro carro a sair da pista na saída da curva. Isso inclui deixar uma largura justa e aceitável para o carro ser ultrapassado do apex até a saída da curva.
  • Ser capaz de fazer a curva dentro dos limites da pista.

Em suma: quer ultrapassar? Esteja na frente no apex da curva e demonstre que mantém o controle do carro, sem sair da pista (não vale se jogar por dentro e ir reto, não vale completar a manobra saindo da pista).

Quem está defendendo tem que entender que só vai poder manter seu traçado se estiver à frente no apex. Se isso acontecer, o rival que está tentando passar por dentro tem que recuar ou será punido por um eventual toque, ou por forçar quem está sendo ultrapassado a sair da pista para evitar uma batida.

Se você está sendo ultrapassado por fora, mas estava na frente no apex, não precisa mudar sua trajetória para evitar uma batida (já que, na saída da curva, o normal é usar toda a pista no lado oposto ao do apex, onde provavelmente seu rival estará). É o rival que tem que evitar uma batida. Se ele não evitar ou se ele passar por fora, ele é punido.

A subjetividade da regra de ultrapassagem

As diretrizes não param por aí. Há uma segunda parte que, curiosamente, diz que “a corrida é um processo dinâmico” e que há vários elementos que os comissários levarão em consideração quando chegar a hora de dar um veredito final.

  • Como os carros se envolveram no acidente? (Por exemplo, frenagem tardia, mergulho, mudança de direção durante a frenagem.)
  • A manobra foi tardia ou “otimista”?
  • O que os pilotos poderiam ver, saber ou antecipar?
  • Acreditamos que a manobra poderia ser concluída na pista?
  • Houve saída de frente/de traseira/bloqueio de rodas?
  • Alguém posicionou o carro de uma forma que contribuiu para o acidente?
  • O tipo de curva contribuiu para o acidente? (por exemplo, cambagem, zebras, curvatura, vértices)
  • Quais eram os pneus / quão usados estavam os pneus / aderência?

Nem preciso dizer que o momento atual da Fórmula 1 é de super regulamentação, que veio depois de tempos em que a regra dizia apenas o seguinte, lembrando que estas regras não estão em vigor atualmente:

  • Mais de uma mudança de direção ao defender uma posição não é permitida. Qualquer piloto que volte à trajetória depois de ter defendido sua posição deve deixar o espaço de pelo menos um carro entre a linha branca e seu carro quando se aproximar de uma curva. 
  • Qualquer piloto defendendo sua posição em uma reta e antes das freadas pode usar toda a extensão da pista caso não haja nenhuma parte significativa do carro que está tentando ultrapassá-lo ao seu lado. Para não haver dúvida, se qualquer parte da asa dianteira estiver ao lado da roda traseira isso será considerado ‘uma parte significativa’. Enquanto defende a posição, o piloto não pode deixar a pista sem um motivo justificável.

Ou seja, a regra anterior era: o piloto só pode sair da trajetória para se defender uma vez, e ele tem que deixar o espaço de um carro entre ele e a linha branca quando o rival coloca qualquer parte do carro lado a lado com ele (em curvas, retas, o que for).

Qual é o problema das diretrizes de ultrapassagem?

O problema é sempre o mesmo (das diretrizes e de todas as regras da F1): alguém vai ler e achar o que não está escrito, levar o que pode ao limite, para conseguir o que quer.

Nessa regra simplificada, você tecnicamente podia colocar o carro por dentro sem necessariamente ter condição de fazer a curva e dizer que tinha direito de estar ali porque havia a distância de mais de um carro entre seu rival e a linha branca.

Sim, Lewis Hamilton, Silverstone, 2021. Um ótimo exemplo dessa regra sendo usada, como foi por tantas outras vezes antes e depois disso. 

A regra aqui dizia que você tinha que deixar um espaço

A super regulamentação que surgiu depois daquele campeonato criou um outro problema: você pode simplesmente jogar o carro por dentro e garantir que você tem o apex. E o exemplo clássico disso é Austin 2024, na defesa de Verstappen para cima de Norris.

A regra aqui dizia que você tem que estar na frente no apex

Em teoria, pelo que vemos no texto das diretrizes, isso poderia ser punido (porque pode ser considerado frenagem tardia ou mergulho), mas essa parte das diretrizes é totalmente subjetiva. Junte-se a isso o fato de que são sempre comissários diferentes, e sem treinamento, que tomam essas decisões, e a consistência vai para o lixo.

Qual é a solução para as regras de disputas de posição na F1?

Conversando com os pilotos, é normal ouvir que “em pista que tem brita ou muro, não tem problema” porque os limites são bastante claros. 

Sim e não, porque o piloto que está por dentro poderia simplesmente espalhar e jogar o rival na brita se não houvesse nenhuma regra. 

Mas de fato há mais problemas quando as áreas de escape são asfaltadas e hoje há algumas opções, como a “brita falsa” que alguns circuitos já adotam. Basicamente, qualquer coisa que faça com que sair da pista custe tempo, ajuda.

Porém, algum tipo de regulamentação é necessária. Mas é sempre complicado tentar prever todos os cenários possíveis, em cada tipo de pista.

Quanto dura um motor de Fórmula 1

O regulamento de 2026 da Fórmula 1 permite que cada piloto utilize quatro unidades de potência ao longo da temporada. Se ele precisar mais do que isso, é punido com a perda de posições no grid de largada. Isso estabelece uma meta clara para a quilometragem: se a temporada tem 24 corridas, o motor de Fórmula 1 tem que aguentar fazer seis.

Considerando 80 voltas para os treinos livres, 18 para a classificação e 66 para a corrida, como ocorre em um circuito bem padrão como Barcelona, estamos falando de cerca de 750km por GP. Ao final de seis finais de semana, são 4500km.

É claro que é preciso ter uma folga, e não é incomum que um piloto tenha que fazer mais de seis GPs com o mesmo motor (e vou explicar melhor como isso funciona depois), no caso de outra unidade de potência da alocação dele quebrar. Então existe uma folga. Dá para dizer que um motor de F1 dura cerca de 5000km. Mas esse é só o começo da conversa.

E mais: a partir de 2027, esses números vão ter que subir porque o limite de unidades de potência vai diminuir para três por ano. E o calendário não vai diminuir. Então estamos falando de 6000km pelo menos para cada motor a combustão, turbo e MGU-K.

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Pode parecer um número pequeno, mas houve um tempo em que as equipes tinham motores só para a classificação. O regulamento não impunha limites e gastava-se muito focando apenas em ter o máximo de potência possível. Isso acabou em 2003, com uma regra que proibia qualquer diferença entre as peças de motores de classificação e corrida.

E não precisa voltar tanto no tempo para encontrar motores com uma durabilidade bem menor do que a atual. O motor V8 aspirado, muito mais simples do que o atual, mal passava dos 3000km. Não havia tecnologia para fazer algo mais durável? Esse não é o motivo. O regulamento permitia o uso de oito motores por ano e os engenheiros sempre vão trabalhar no limite.

Como o motor é usado ao longo da temporada?

A unidade de potência da F1 é composta por seis itens – lembrando que o MGU-H deixou de existir. E cada piloto pode usar, sem punição, três ou duas unidades de cada um desses itens. A sequência de uso é livre, como também acontece com o câmbio (cuja regulamentação é parecida).

O limite em 2026 permanece de quatro unidades para o motor a combustão, turbo, MGU-K. E de duas para a central eletrônica e bateria. A partir de 2027, são três unidades para o motor a combustão, turbo, MGU-K.

Então as equipes começam a revezar as duas primeiras unidades de potência no primeiro quarto da temporada, sempre buscando utilizar a UP que estiver mais nova nas pistas que exigem mais da potência do motor.

Pilotos não são liberados para despejar toda a potência de cara

Isso porque, a partir do primeiro uso, já começa a haver um desgaste, que resulta em perda da potência máxima. Que o diga Lewis Hamilton, que voltou à liderança do campeonato de 2021 no finalzinho depois de uma ousada decisão da Mercedes de trocar seu motor no Brasil justamente por entender que as unidades que ele tinha à disposição estavam muito defasadas em termos de potência por conta da alta quilometragem.

Aliás, usar a potência máxima do motor vai afetar sua vida útil. Tanto, que os finais de semana de sprint são considerados mais “estressantes” para as UPs. O piloto, portanto, não estará liberado para usar os modos mais agressivos de motor o tempo todo, especialmente nos treinos livres. Não é uma questão de “esconder o jogo”, é simplesmente lógico.

É por isso que ouvimos os pilotos pedirem mais potência quanto estão tentando uma ultrapassagem. Os engenheiros têm que calcular o quanto aquela ultrapassagem vale em comparação com o estresse causado. 

É possível que um motor que começou a temporada seja usado até quando a terceira ou quarta unidade já estrearam. Isso porque ele vai ser “rebaixado” para motor de treino livre, e possivelmente será usado até muito perto do fim de sua vida útil.

É por isso que vemos um piloto começar a usar a segunda unidade de potência lá pela quarta prova, depois adicionar a terceira na décima, e mesmo assim terminar o ano sem punições. O uso de uma unidade de potência nova não quer dizer que as velhas estão inutilizáveis.

Quantos quilômetros um motor de F1 faz com um litro de combustível?

Essas informações são do motor usado até 2025: dá para chegar em uma média para se ter noção de quantos quilômetros por litro faz um motor de F1: algo em torno de 2.6km/l.

Lembrando que o tanque de combustível pode carregar no máximo 110kg, embora as equipes tentem não usar a capacidade máxima nas corridas. Isso vai ser mais, ou menos, difícil dependendo das características de cada circuito.

Em 2026, o alvo é largar com 70kg, dentro do novo regulamento, que prevê a migração para um combustível 100% renovável, que responderá apenas por metade da potência total do motor.

Red Bull Racing / Red Bull Content Pool

Quanto custa um motor de Fórmula 1?

Existe um teto orçamentário separado para os fabricantes de motores, prevendo 130 milhões de dólares como o máximo de gastos anual. Fornecedoras que estiverem entrando no esporte podem gastar acima disso: 10 milhões a mais no primeiro e segundo anos de desenvolvimento, e 5 milhões a mais no terceiro.

Lembrando que estes valores estão sujeitos a correção inflacionária.

E também existe uma regra que limita em 20 milhões de euros o que um fornecedor de unidades de potência pode cobrar de uma equipe cliente por motor.

Apesar de não ser uma peça só, dá para dizer que é a parte mais cara do carro de F1.